Comidas & Lugares

Especial Europa - Lojas incríveis: Solé Graells

Um dos produtos da série Texturas, de Albert e Ferran Adrià, à venda na Solé Graells

 

Aos pés da montanha de Montjuic, em Barcelona, não só o Palau Nacional e a Plaça d'Espanya são motivos para uma visita ao local. Próximo dali, na rua Princep Jordi, número 2, um galpão com uma pequena placa com os dizeres Solé Graells esconde uma imperdível loja.

 

 

Lá dentro as prateleiras estão repletas de produtos que enchem os olhos dos cozinheiros mais alquimistas. Muitas essências, aromas, corantes, temperos e mais uma centena de frascos com liquidos mirabolantes são um deleite especialmente para os interessados em pâtisserie, confeitaria e sobremesas.

 

Parece estranho, mas este equipamento é apenas um prático funil com tampa dosadora embaixo 

 

Utensílios e máquinas também estão à venda, incluindo facas, moldes e a tecnologia Thermomix. Nos fundos da loja, estão algumas das preciosidades do local. A começar por toda a linha Texturas dos irmãos Albert e Ferran Adrià, que é um conjunto de ingredientes básicos para a execução de técnicas como esferificação, emulsificação e gelificação.

 

A coleção Texturas e mais alguns produtos com a assinatura dos irmãos Adrià: cozinha tecnoemocional em casa

 

Por ali também é possível encontrar ouro comestível e uma linha moderna de utensílios para Buffet toda feita em bambu. Outro destaque é a coleção Mugaritz Experiences, onde o chef Andoni Luis Aduriz desvenda um pouco sua cozinha através de ervas, sementes e infusões orgânicas.

 

A coleção do Mugaritz para experiências na cozinha

 

A Solé Graells ainda conta com uma sala de aula com mais de 100 metros quadrados. Por ali, quando não acontecem cursos e apresentações de produtos, o local abriga o gênio de Albert Adrià e suas experiências. O chef está em constante trabalho no espaço, colocando suas idéias em prática mais perto do que se pode imaginar.

 

Cointreau com 60% de volume alcoólico - essa e outras bebidas para uso exclusivo na cozinha

 

Postado em 05/07/2010 às 21:35

Especial Europa - Dos Palillos

Ulisses Raurich
Uma das entradas do menu: Sunomono de algas e moluscos - um jardim marinho com direito a Percebes frescos

 

Por mais longe que pareça estar, a dinâmica do dim sum oriental e das tapas espanholas são muito parecidas. As duas privilegiam refeições com pequenas porções de quitutes variados entre frios, quentes, doces e salgados. Essa proximidade gastronômica é um dos motivos da criação do restaurante Dos Palillos, em Barcelona.
 

Anna, a chef brasileira que faz parte da equipe do Dos Palillos - em ação pincelando a Papada de Porco

 

A gastronomia da casa não é fusion, como poderia se pensar. Na verdade ela esta baseada no extremo oriente asiático. O que se mescla no restaurante são os espaços, e não a cozinha. O ambiente da entrada é um típico Bar de Tapas da Espanha, com pequenas porções a la carte.

 

Caranguejo real com dashi - um sabor inesquecivel que mescla personalidade e um leve adocicado

 

Passando o Bar, o espaço interno da casa é uma barra asiática, com cozinha ao vivo e os chefs servindo os clientes. Diferente das tradicionais barras com bancos altos, ali você se senta em uma cadeira de altura normal, e a cozinha fica em um ambiente mais baixo, trazendo um conforto inesperado.

 

Francesc Guillamet
Fígado de rape ao estilo janponês - uma delicadeza de sabor e bem acompanhado de nabo com pimentas raladas

 

A criativa cozinha da casa e a concepção do projeto gastronômico do restaurante são do chef Albert Raurich, que trabalhou 11 anos ao lado de Ferran Adrià no ElBulli. Inclusive o gênio catalão é um dos incentivadores do projeto e cliente do restaurante, aberto desde 2008.

 

Sasami de frango - a carne estava crua e levemente selada, servida com mix de pimentas e gergelim moído

 

Na barra asiática o menu degustação com 17 pratos é realmente uma viagem de sentidos. O intenso e delicado trabalho manual de cada prato é surpreendente. Observar a técnica de chefs como Takeshi Somekawa, responsável de cozinha do restaurante e um dos parceiros de Raurich, é como assistir um artista esculpindo uma estátua, mas com hashi.

 

Tempura de anêmona - por fora super crocante, por dentro molinho e suculento

 

Não só a beleza dos pratos, mas também os sabores são o ponto forte do menu. Alguns provenientes de ingredientes curiosos como anêmona e papada de porco. Outros de receitas simples mas executadas com esmero impecável. Veja abaixo mais do menu no Dos Palillos.

 

Francesc Guillamet
O Temaki de Toro de Atúm - o chef Takeshi Somekawa ensina a fazer os mini rolinhos na hora  

 

 

O Japo Burguer - um dos mais gostosos, com o burguer mal passado, pão asiático e tsukemono de pepino

 

 

As duas modernas chapas de cerâmica da cozinha show do Dos Palillos - uma pra carnes e a outra para pescados

 

 

 

Wok de verduras, flores e cogumelos - muita crocância, frescor e sabores tostados

 

 

O Shao Lom Pao - um dumpling recheado com sopa de porco - pra comer, primeiro chupa o caldo e depois come o bolinho

 

 

Francesc Guillamet
O mais saboroso dos pratos: Papada de porco à cantonesa -delicadamente assada e demoradamente caramelizada na brasa

 

 

 Mochi de cereja com licor de sakura - a fina pele de massa doce esconde a fruta fresca por dentro, servida sobre gelo 

 

Postado em 03/07/2010 às 23:51

Especial Europa - Lojas incríveis: Vila Viniteca


 

Passear pelas vielas históricas do bairro do Born em Barcelona é sempre interessante, tanto à noite quanto de dia. Em horário comercial, uma caminhada leva diariamente chefs e curiosos gastronômicos a uma loja chamada Vila Viniteca, na carrer Agullers, 9.

 


Na verdade são três lojas bem próximas umas das outras, sendo que um dos espaços é um restaurante. Na Vinacoteca de Barcelona é possível encontrar centenas de vinhos espanhóis é importados.


Na loja Vila Viniteca as prateleiras com produtos gourmet de diversas nacionalidades fazem o imaginário dos clientes voar. Sais, temperos, ervas, pimentas e molhos dão o tom colorido nas paredes da Viniteca.


Embalagens e rótulos que chamam a atenção e as vezes revelam insumos curiosos, como a crista de galo confitada. Outra centena de ingredientes enlatados e envasados convidam a horas de leitura dos rótulos e pesquisa.


Em outro ambiente da loja, balcões frios expõem segredos cobertos pelo tempo e pela maturação nas caves queijeiras da Europa. São diversos tipos de queijos com aromas, sabores e aspectos tão diversos quanto suas histórias.


Imperdível deixar de provar o italiano Sovrano, um tipo grana padano feito com 20% de leite de búfala e o Comté, um francês que caiu no gosto dos Chefs por seu paladar levemente adocicado e saboroso.


Junto aos queijos estão os embutidos espanhóis. A Sobrassada é um dos mais interessantes, de sabor forte e algo de picante, é uma linguica de carne de porco curada e de massa mole, própria para passar no pão ou para recheios.


Não poderia faltar na loja uma exposição de peças inteiras do presunto curado espanhol, o Jamón. Entre as melhores marcas estão Joselito, Cinco Jotas e Maldonado. Este último considerado o mais saboroso de 2010.
 


Na hora de comprar embutidos, queijos e Jamón na Viniteca vale a pena uma conversar com Antonio Pérez Altamirano. Este simpático senhor conhece a fundo os produtos da loja e pode dar importantes informações sobre características e sabores, além de impressionar quando se põe na delicada arte de cortar o Jamón.
 


A Vila Viniteca ainda possui uma extensa camara com ambiente controlado onde guarda as pecas inteiras dos queijos que vende, incluindo algumas rodas que podem chegar aos 100 quilos.

 

Postado em 01/07/2010 às 16:57

Especial Europa - El Celler de Can Roca

A movimentação em umas das áreas da cozinha do El Celler de Can Roca

 

A fachada rústica em uma rua tranquila de Girona, na Espanha, passa despercebida pra quem não conhece o nome El Celler de Can Roca. O restaurante está aberto desde 1986 e é comandado pelos irmãos Joan, Jordi e Josep Roca que produzem enogastronomia unindo a inventividade do trio em prol de experiências gustativas emocionantes.
 


 

 

Atualmente a casa ostenta três estrelas no Guia Michelin e está no quarto lugar na lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo. Nos bastidores, Jordi Roca é responsável pelas criações salgadas da cozinha e Jordi os doces. A parte liquida é de Josep que é o curador dos 2700 rótulos de vinho na carta.

 

 

O Menú Festival do El Celler é um degustação com cerca de 17 pratos que te levam a percorrer uma experiência de sabores, paisagens e emoções durante o ato de comer. Lembranças e surpresas gustativas são uma constante ao longo das quase quatro horas de serviço.


 

Os pequenos ganchos que seguravam as azeitonas no Bonsai, detalhe para a logo do restaurante grafada no metal

 

A experiência começa com um rápido tapeo com destaque para a experiência de colher azeitonas caramelizadas e recheadas de anchova penduradas em um robusto bonsai de Oliveira (foto) colocado sobre a mesa.


Na sequência foram servidos brioches trufados com caldo de escudella, e depois (foto) parfait de pichón (ave de caça pequena) e tortilla de moixernons (cogumelos). Esta última uma explosão de sabor quando a fina pele da tortilla se rompe na boca.


Iniciando o menu seguidos por sorvete de cereja recheado em sopa de cereja e espuma de gengibre.


O seguinte foi a Ostra em escabeche de fino, molho de ostras e um mil folhas de algas. Este, um detalhe pequeno de triângulos do vegetal em camadas com manteiga. 


O prato seguinte foi um dos pontos altos do jantar. Areia de azeite texturizado e camarões vermelhos de Palamós (foto). O crustáceo surpreendeu pelo defumado e o ponto de cozimento, praticamente cru. A Areia é um micro jardim marinho que se dissolve na boca revelando sabores de frutos do mar.
 


Na sequência foi servida uma sopa de cebola e nozes de Crespià com queijo comte, acompanhado de massa de nozes (foto acima). Em seguida, lula com rochas de cebola (foto abaixo), um dos pratos mais saborosos e surpreendentes pela massa negra de cebola feita como um bolo no sifão.


Depois um delicado filé de Linguado ligeiramente cozido seguido de sabores do Mediterrâneo. Os cinco molhos que acompanham o pescado vão em um crescente de erva doce, mexerica, laranja, pinhões e olivas verdes. Este último ainda com um detalhe de balinha de azeite com um potente sabor de azeitona.
 


Em seguida Salmonet com suquet e manteiga (foto). Depois, uma adaptação de steak tartar (foto) com sorvete de mostarda, compota de alcaparras e praliné de avelã, acompanhado de batatas estufadas recheadas de especiarias.
 


O prato mais pesado da noite fechou os salgados com um cordeiro com terrine de pêssego e albaricoque.


Os doces começaram com um sorvete de destilado de limão (foto), com crocante de mel e bolinhos de canela.
 

 


Em seguida Souflé de rosas envolto em pele de açúcar sobre creme de goiaba. Pra finalizar, um prato chamado Cromatismo Laranja, com compota de cenoura, sorvete de gema e aguardente de albaricoque com açúcar de laranja e laranja sanguínea.
 


A experiência de comer no Celler deixa um gosto saboroso na boca e que convida a provar mais da criatividade dos irmãos Roca. O serviço atencioso no restaurante é um aconchego nas mesas do salão, que durante todo o jantar, tiveram três rochas escoltando os pratos.


Postado em 26/06/2010 às 18:03

Especial Europa - em Barcelona

A recepção em Barcelona: Salada de folhas, queijo feta, morangos, aspargos verdes, tomate e redução de balsâmico, do chef Sérgio Rocha

 

A chegada em Barcelona foi confortante. A cidade se mostra cada vez mais cosmopolita e as mesas da capital da Catalunha ganham com isso. Comer bem por aqui é sinônimo de receitas que privilegiam o sabor, cozinheiros cuidadosos com seus preparos e acessibilidade.
 

Um Gazpacho com seus devidos acompanhamentos: tomate, pimentão, cebola e pepino frescos, além de pão frito, azeite e sal

 

Nas cafeterias e bares espalhados por Barcelona, que são também conhecidos como Granjas ou Frankfurts, é possível comer e beber como em um bar, mas também almoçar bem com menus de entrada, principal e sobremesa, geralmente incluindo ainda água, pão e café.

 

Essa água com gás típica catalana vai bem com os menus, sempre gelada servida com limão e cubos de gelo

 

Fora de casa, para um café da manhã reforçado uns bocadillos (sanduíche) de pan con tomate y jamón são uma ótima pedida, especialmente se reforçada de um carajillo de Baileys, uma mistura de café e do licor.
 


Nos menus vale a pena privilegiar os pratos mais espanhóis. De entrada um Gazpacho é sempre uma boa pedida para dias mais calorosos. A mistura de suco de tomate, verduras cruas, azeite, vinagre e sal é muito refrescante.

A Butifarra Blanca, servida grelhada e suculenta acompanhada de fritas e alióli

 

Como principal vale provar um clássico catalão, a Butifarra blanca. Essa salsicha branca feita de carne de porco e pimenta do reino é bem típica servida grelhada como acompanhamento ou prato principal.
 


Às voltas pelas ruas de Barcelona um caminho certo sempre é o Mercado de la Boqueria. Desde o século XIII a Rambla, rua onde fica o mercado, já era um lugar movimentado para o comércio. Em 1217 todas as bancas de venda foram removidas para o local onde hoje é o mercado.
 


Frutas frescas, secas e cristalizadas dão cor às prateleiras dos feirantes. A diversidade e a qualidade dos frutos são surpreendentes, mesmo para os tropicais. As carnicerias ou casas de carne são como butiques que tratam suas peças brutas como verdadeiras raridades e exibem vitrines impecáveis.
 

 

Lojas de queijos e embutidos mostram uma variedade apetitosa e instigante, com ênfase nos produtos locais. Os frutos do mar e pescados nas bancas são ativamente frescos, com boa parte ainda se mexendo em cima do gelo. Claro que todo este frescor pode ser provado em pequenos bares de Tapas dentro da Boqueria.
 


Os ingredientes expostos nos balcões estão nos cardápio e são levemente passados na chapa com tempero simples e azeite, chegando à mesa crustáceos e mariscos que valorizam os sabores naturais do mar. Além de opções de peixes, cogumelos frescos e tapas clássicas.
 

Cigalas a la plancha, com azeite de salsinha e flor de sal

 

Nos arredores do Mercado, vale uma visita à Antigua Hojalatería Sucesores de Pedro Apollaro, uma loja bem antiga que vende milhares de utensílios culinários.

A vitrine da Foc, parecem produtos cirúrgicos mas são culinários e para conseguir as apresentações mais delicadas

 

Outra do mesmo gênero é a Foc, que oferece algumas coisas ainda mais especificas como pinças, alicates e cortadores.
 

Almejas vivas cozidas em água e em seu próprio sal e depois alinhadas com azeite

 

Outra visita imperdível na Rambla é à doceria Escribá, fundada em 1820. A antiga e enfeitada fachada da loja é um convite a conhecer o interior. Nas vitrines e armários estão expostos delicados pastéis, tortas, chocolates e muita confeitaria. Inclusive jóias de açúcar e uma suave orchata de chufla nos meses de verão.
 

 

Postado em 25/06/2010 às 21:59

Especial Europa - Roma

Boa opção nas mesas de Roma: Spaghetti di Mare, com mexilhões, camarão, polvo, lula  e vôngole

 

Tanto em Paris quanto em Roma é preciso andar muito pra comer bem. As duas são cidades muito turísticas e só se afastando dos grandes monumentos para não cair nas armadilhas dos restaurantes pra turistas.
 

Uma opção mais simples mas saborosa: Rigatone em molho de creme de leite ao tomate e corações de alcachofra 

 

Em Paris é até mais fácil, pelo tamanho da cidade. Mas em Roma o eixo Vaticano-Coliseu cobre praticamente toda a área de passeio, e os menus de pasta, peixe ou carne nas tratorias são quase um fastfood tosco.

 Os restaurantes afastados dos pontos turísticos são mais honestos - Fetuccine ao creme com fungo porchini fresco

 

Claro que entre muitas andanças é possível encontrar um prato de pasta decente, apesar de que a maioria deles é servida em porções que não satisfazem. Fuja dos molhos clássicos como amatriciana, bolognese, pesto e carbonara, geralmente já estão prontos ou são feitos com ingredientes de baixa qualidade.
 

Os menus de peixe dos restaurantes são mais frescos - Mini polvo e lula grelhada com ervas frescas e azeite

 

As massas servidas com molhos de cogumelos, frutos do mar e vegetais locais geralmente estão melhores. Não se preocupe com o ponto de cozimento do macarrão, ele virá sempre AL dente perfeito. Para acompanhar, não espere muito das carnes, a maioria de porco, servidas com pouco tempero e em porções também diminutas.
 

Um Tiramissu clássico nas mesas de Roma, com mascarpone cremoso e café sem exageros  

 

Pelas ruas as pequenas lanchonetes vendem fatias de pizza aos montes. Algumas estão boas, mas o mais comum é se deparar com pedaços assados há muito tempo, secos e algumas vezes requentados no microondas. Mesmo nos restaurantes, onde a massa costuma ser boa, elas tendem a ser pouco saborosas e pouco elaboradas.  
 

Tomates totalmente secos à venda em mercados e lojinhas  

 

Uma boa surpresa, e próximo aos pontos turísticos, são pequenas lojas que vendem produtos típicos italianos como queijos, embutidos, vinhos, presuntos, trufas e azeites. Os preços estão um pouco acima, mas pela facilidade vale a pena levar alguma coisa pra casa. Para os amantes do vinho italiano existe uma grande loja chamada Enoteca, que fica na Piazza Cavour e que impressiona pela diversidade de rótulos.
 

 
 Cartaz dentro do Nuovo Mercato Esquilino - o nome virou um tipo de corte de carne, mas o gado é criado na Itália

 

Uma visita aos mercados romanos também é recompensadora. Próximo à estação central de Termini, se encontra o Nuovo Mercato Esquilino onde é possível encontrar carnes, frutas e verduras frescas, além de castanhas e conservas.
 

Uma verdadeira pérola apetitosa e fresca no balcão, Vieiras com coral em sua própria concha 

 

Os pescados e frutos do mar são a grande jóia do local, onde se pode comprar vieiras com concha, ostras francesas e italianas, camarões e diversos crustáceos.
 

Peça de bisteca Fiorentina à venda no mercado  

 

Outros dois mercados imperdíveis são o de Fiore e o da Piazza Testaccio. Este último ainda tem várias lojas em volta que também vendem muitos produtos locais, especialmente queijos.

Na banca de pescados destaque para as robustas Sépias frescas à esquerda

 

Pra finalizar a visita, vale uma ida ao restaurante Soralella, na ilha do rio Tibre, onde além da boa comida, você também aprecia uma bela vista da cidade.

Gambero rosso Sicialiano, ainda fresco mesmo vindo da ilha para a capital

 

Postado em 22/06/2010 às 17:17

Especial Europa - Paris


De Lisboa direto a Paris. A chegada na capital francesa foi tranqüila mas faminta. Me abriguei em uma brasserie próxima do hotel que me trouxe alento ao estômago. O menu do dia começava com mousse de canard e salada verde. O patê estava impecável, apesar do marcante sabor do pato, o paladar geral era bem delicado e estava divino com os pedaços crocantes de baguete.
 


Na sequência pedi pelo porco ensopado em caldo de curry, ervas, champignons e aipo, uma mescla bem equilibrada e que estava em seu ponto de tempero e picância. Finalizando, uma salada de fruta do dia acompanhada de queijo branco cremoso, parecido a um iogurte.


Entre visitas ao Louvre, Torre Eiffel e Notre Dame, claro não podiam faltar muitos croissants, quiches e outras delícias da pâtisserie francesa. Em uma volta pela Praça Madeleine, encontrei algumas deliciosas boutiques gourmet. Destaque para a impecável Fauchon e a Maison De La Truffe, esta, especialista em trufas francesas e produtos com o fungo. Desde embutidos, manteigas, patês e molhos, ali é possível encontrar de tudo trufado, até mesmo o aroma da loja, que também é um restaurante. Destaque para o spray de azeite de oliva com trufas brancas, uma boa opção para não abusar na hora de usar o ingrediente.
 


Outra loja também na praça é vizinha à Maison e se chama Hédiard. Nesse grande empório é possível encontrar temperos, ervas, ingredientes , azeites, uma vasta adega de vinhos, doces, queijos e ainda uma série de produtos de rotisserie e frutaria de altíssima qualidade.
 


Antes de embarcar em mais um tour, uma parada para o almoço no Café de Madeleine, também na praça de mesmo nome. O preço justo no cardápio se confirma nos pratos com um custo-benefício excelente, não só pela quantidade e qualidade da comida mas também pelo ambiente despojado e localização da casa. Pedi pelo clássico Steak Tartare que estava envolto em um molho forte de cebolas, mostarda preta e alcaparras, guarnecido de batatas fritas e salada verde. Pra acompanhar uma fresca taça de Chablis que estava precioso.
 


Entre os pontos turísticos, uma agradável surpresa foi o enorme empório gourmet localizado na Galeria Lafayette. Além de um restaurante e supermercado, o local também oferece ingredientes frescos, temperos, doces, comidas prontas e pâtisserie. Me chamou a atenção uma pimenta seca que prometia bom aroma e picância.
 


Fechando as visitas do dia, uma volta pela Champs-Elysees. Entre as lojas e o magnífico Arc de Triomf, vários cafés agitam as calçadas da charmosa avenida. A opção para o jantar foi no Leon de Bruxelles, uma casa meio fast food belga especialista em mexilhões. O molusco é servido das mais diferentes maneiras, todas em panelinhas muito graciosas e em porções bem fartas.
 


Meu pedido foi um mix de camarões, lula e mexilhões em molho de tomate levemente picante e temperado, acompanhado de baguete crocante e fritas. Mais uma vez o vinho foi o destaque com louros para um rose da Provence, chamado Valadas, de aroma leve, paladar muito saboroso e fácil de beber.
 

 

Postado em 17/06/2010 às 19:53

Especial Europa - Lisboa


O tour pelo Velho Continente começou com um breve stop na capital lusitana. Claro que além dos vinhos e azeites a expectativa era provar bons doces e receitas com bacalhau. Foi no Café Suiça, em pleno bairro da Baixa, onde comecei a Odisséia. Por ali provei um interessante Bacalhau com Natas, onde o pescado estava desfiado em creme de leite e gratinado, servido com azeitonas pretas.
 

 

Para acompanhar um Vinho Verde que realmente surpreendeu, o Gatão, com apenas 10% de teor alcoólico, paladar leve e agradável, levemente gaseificado e muito fácil de beber. Uma ótima companhia para o bacalhau.


Claro que não poderia faltar também um bom Pastel de Belém, com sua massa extremamente crocante, recheio de gemas e açúcar levemente gratinado. Esse tinha um sabor ainda especial por ser da Pastelaria de Belém, uma das mais tradicionais de Lisboa, inaugurada em 1837 e que ainda hoje preserva sua decoração com belos azulejos decorativos.

 

Postado em 17/06/2010 às 18:20

Jantar no Babel


Em uma noite inspirada o chef William Chen Yen resolveu mostrar algumas novidades de seu cardápio do Babel (DF). O jantar foi conduzido pelo próprio Chef que se ausentou em pequenos momentos somente para a finalização dos pratos. Para acompanhar o couvert da casa ele começou servindo um espumante rose argentino chamado Nocturno, um brut de aroma frutado e de cor muito intensa, quase como um tinto leve.
 


O amuse-bouche da noite foram dadinhos de tapioca, uma versão da receita de Rodrigo Oliveira, do Mocotó (SP), e que o Chef brasiliense acompanhou com emulsão de pimenta biquinho. De entrada William serviu sua Água Viva do Paranoá, um ravióli de massa de guioza (farinha e água) recheado de creme de couve flor, gorgonzola e uma gema mollet, servida em sopa de maçã.


Na sequência, o primeiro prato foi um tempurá de camarão em farinha panco, sobre disco de batata rosti e molho de curry vermelho tailandês e vinho tinto adocicado. A incrível crocância do camarão estava muito bem harmonizada com os sabores intensos dos molhos.


Em seguida William serviu um mignon de cura rápida no sal, acompanhado de triângulos de coalho dourados, mousseline de jerimum e emulsão de biquinho. Para sobremesa, o prato que tem desbancado a tradicional Torre de Babel do Chef: lâminas de maçã grelhadas em brullé de açúcar, massa de panqueca e sorvete de creme. Uma combinação pouco doce, muito saborosa e que brinca deliciosamente com as texturas dos ingredientes.
 


O jantar impecável foi ainda mais ilustre com a presença do chef Francisco Ansiliero, que convidado por William, brindou a mim e à jornalista Ronia Alves com sua imensa experiência gastronômica e suas fantásticas histórias do salão e da cozinha. Definitivamente uma noite pra guardar na memória e no caderninho de anotações.

Postado em 03/06/2010 às 00:58

Domingo no Buteco

Linguiça Toscana direto da brasa, suculenta e acompanhada de molho de pimenta e farofinha

 

Domingo de sol e calor em Brasília pede chopp gelado, sombra, água fresca e comida boa. Essa foi minha receita neste final de semana. Eu, Carol e parte do G8 fomos experimentar os quitutes do Boteco Brasília. A casa original é do Recife, mas eles têm filiais espalhadas pelo Brasil.

Juan Corbalán
O Tomate do Boteco, a pele de filé fica crocante e por dentro o tomate está tenro e molhadinho

 

O mais típico do Boteco são os tira-gostos passados pelos garçons, a maioria recém retirados da churrasqueira ou ainda fumegando do óleo quente. O rodízio, pago por unidade consumida, chama a atenção pelos petiscos diferentes e bem elaborados.

Juan Corbalán
Empadinha de Queijo do Reino - um dos petiscos mais saborosos, com a massa delicada combinando bem com o queijo

 

Destaque para o espetinho de picanha, com pequenos pedacinhos suculentos da carne com gordura, entremeados de pimentões e cebola. Outro imperdível é o Tomate do Boteco, um tomatão recheado com ricota e catupiry e envolto com uma fina camada de filé, tudo assado em brasa.

Juan Corbalán
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Não podia faltar a tradicional Coxinha, essa feita com a carne da coxa de frango e frita com o ossinho

 

Depois de um domingão desse só mesmo um cochilo pra repor as energias pro jantar.

 

Juan Corbalán
A Unha de Carangueijo - recheada com carne de siri desfiada


 

Juan Corbalán
O Pão de Alho do Boteco - com crosta de parmesão e bem crocante

 

Postado em 17/05/2010 às 09:00

News Gastrônômica

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