
| O início do III Vinum Brasilis, que aconteceu no clube da Assefe em Brasília |
Brasília recebeu essa semana o III Encontro Vinum Brasilis, que aconteceu na última quinta-feira (26/08). O evento realizado pela Assefe e pela confraria Amicus Vinum reuniu dezoito das vinícolas mais importantes do país. Nos estandes era possível degustar cerca de 100 rótulos entre consagrados, ícones, bom custo-benefício e também vinhos de combate.
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Dentre alguns dos Tops espumantes, destaque para o Pericó Branco Brut (R$ 45), produzido a 1300 metros de altitude na Serra Catarinense; o Pizzato Brut Branco (R$ 30), outra escolha de personalidade, perlage intenso e envolvente; e o Dal Pizzoll Champenoise (R$ 40), um vinho de certa complexidade, agradável e muito convidativo a mais um gole.
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Os clássicos borbulhantes de Casa Valduga, Miolo e Salton tiveram seu lugar garantido entre os destaques, mas foi a jovem Wine Park que surpreendeu com seu Gran Legado Champenoise (R$ 30). Após 4 anos trabalhando o solo e descartando colheitas defeituosas, o enólogo da vinícola Christian Bernardi chegou ao produto que queria, lançado este ano. O Gran Legado foi eleito o melhor espumante nacional em 2010 pelo TOP TEN Expo Vinis, em Brasília ele pode ser encontrado com exclusividade na loja da Art Du Vin.
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Dentre os brancos uma opção despretensiosa foi o frisante Lunae (R$ 10) da Salton. Com versões também tinto e rose, o produto é honesto, fácil de beber, de harmonizar e uma boa opção especialmente para o público feminino.
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Apesar dos tintos não serem o grande trunfo da vinicultura brasileira, os ícones como Miolo Lote 43, Salton Desejo e Casa Valduga Heitor-Villa Lobos mantiveram seus postos de realeza. Outro rótulo da Miolo que também se destacou especialmente pela relação qualidade e preço foi o RAR (R$ 70). Produzido pela paixão de Raul A. Random pelos vinhos, é um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot, muito bem estruturado, fácil de beber, de muita classe e sabor.
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Quem surpreendeu foi a Don Laurindo, que apresentou seu Gran Reserva 2002 (R$ 150), um corte de Tannat e Ancellotta. Apesar do custo elevado, o vinho se mostrou muito harmônico, volumoso e interessante. Uma opção que pode ser encontrada na loja da Portofino em Brasília.
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A cada ano o Vinum Brasilis se consolida como a vitrine dos vinhos brasileiros na capital federal. Um espaço merecido para a nossa produção nacional que tem se mostrado cada vez mais madura, forte e saborosa.
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No último dia do Prazeres da Mesa Ao Vivo Recife 2010 os corredores e as salas de aula da Faculdade Maurício de Nassau continuaram lotados. O público não deu trégua aos Chefs e participou em peso das atividades do evento.
| O prato que o chef Joca Pontes ensinou a fazer durante sua aula |
“Acho que no próximo ano tem que fazer um Prazeres da Mesa Ao Vivo maior, porque o público está grande e muito interessado.”, afirmou o chef pernambucano Joca Pontes, que ministrou aula nesta quinta-feira. Ele ensinou uma receita de arroz vermelho com legumes ao misso, mix de folhas e batata palha doce.
| As trufas nordestinas do chocolatier Rivandro França: recheio de macaxeira e embalagem de chita |
Entre uma aula e outra era possível circular pelos estandes do evento e provar vinhos, bolos, bombons e outros quitutes oferecidos pelas empresas participantes. Além disso, era possível comer pequenas porções de pratos do cardápio de alguns restaurantes que fizeram parte do Melhores da Cidade.
| O chef Yoshi Matsumoto durante sua aula: showman de simpatia e sabedoria |
O mestre japonês radicado no Recife, Yoshi Matsumoto, foi um dos recordistas de público . A intransitável sala acolheu a aula do Chef que apresentou uma complexa receita mesclando macarrão some, molho japonês, camarão cozido e tomate recheado. “Este tipo de aula é boa para os alunos conhecerem ingredientes japoneses e introduzirem na culinária brasileira.”, explica o simpático Chef.
| Prato do chef paulista Raphael Despirite, detalhe para o polvo que foi assado totalmente imerso em azeite extra-virgem por 90 minutos a cerca de cem graus |
Durante o evento o corre corre nos bastidores também foi grande, especialmente na redação da revista Prazeres da Mesa. O espaço foi montado especialmente para que jornalistas, fotógrafos e produtores pudessem trabalhar na elaboração da edição especial da revista. Prevista para ser lançada em setembro, ela terá matérias sobre as aulas que aconteceram durante o evento e a capa será escolhida pelo público através de voto online pelo www.prazeresdamesa.com.br.
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Sem dúvida a aula mais concorrida do evento foi a do chef César Santos, que é um dos mais importantes apoiadores do Ao Vivo no Recife. “Como cresceu o evento! Neste segundo ano ele veio pra ficar e o público recifense está de parabéns por participar.”, complementa o Chef. Figura querida no cenário gastronômico brasileiro, César ensinou a seus alunos como fazer uma canela de cabrito assada, servida em seu próprio molho e com três purês (macaxeira, batata doce e beterraba).
| César Santos e o público atento durante sua aula no Ao Vivo |
O chef Wanderson Medeiros, do Picuí (AL), também ministrou aula neste último dia de evento. Ele ensinou a elaborar um carré de sol levemente defumado com canela, servido com purê liso de jerimum e mix de feijões aromatizados com hortelã e crocante de bacon, um prato criado especialmente para o evento.
| O Carré de sol com mix de feijões, do chef Wanderson Medeiros |
A receita de Wanderson surpreendeu os alunos que ficaram curiosos com os equipamentos para a elaboração do prato. Para defumar o Carré Wanderson utilizou um pequeno aparelho que produz fumaça instantânea e com o aroma que se quiser, dando leves toques olfativos à receita.
| Wanderson utilizando seu mini defumador para aromatizar o prato ao momento |
Para o purê, o Chef colocou o jerimum e os outros ingredientes no Thermomix, um equipamento que processa e cozinha ao mesmo tempo. “Essa receita é um ótimo exemplo do que temos feito com a Nova Cozinha Nordestina, mesclando sabores regionais em preparações delicadas e cheias de requinte.”, conta Wanderson.
| O prato levemente defumado do chef Wanderson Medeiros |
O sucesso do Ao Vivo Recife deixou uma expectativa ainda maior para o evento no ano que vem. Na próxima semana, entre os dias 04 e 05, será a vez dos cearenses receberem sua edição do Ao Vivo, que talvez também tenha uma edição na Bahia. Em outubro acontece a versão original do evento que faz parte das atividades da Semana Mesa São Paulo.
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Dezenas de Chefs e mais uma centena de pessoas estão reunidos no Recife para a segunda edição do Prazeres da Mesa Ao Vivo na capital pernambucana. O local escolhido para as aulas, palestras e degustações do evento foi a Faculdade Mauricio de Nassau, que ficou pequena pra tanta gente.
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Os inscritos no Ao Vivo se apertaram e encararam fila para garantir uma vaga na sala de aula. Mas apesar do esforço a recompensa veio logo. Os Chefs literalmente deram um show de informação, técnica e prática durante as apresentações.
| A chef Andrea Kaufmann preparando a degustação em sua aula |
Andrea Kaufmann, do AK Delikatessen (SP), lotou sua aula onde fez um Nhoque de berinjela defumada com creme tahine, caranguejo desfiado e tomates salteados. Um prato que esbanjou delicadeza de sabor e leveza nutricional. “O meu estilo é realmente mais sútil, ele caminha mais pela sombra dos sabores do que sob o sol pungente”, conta Andrea.
| Peça inteira de barriga de porco (pancetta) assada com crosta de tapioca, do chef Viko Tangoda |
Os temas das aulas variaram muito, como era de se esperar, e deram ainda mais valor ao evento. Duas salas acomodaram as classes onde cada Chef tinha cerca de 50 minutos para apresentar sua receita e degustação do prato.
| O Nhoque de banana da terra, do chef André Falcão |
As conexões entre as culinárias tradicionais e arraigadas, baseado na relação Itália-Pernambuco foi o tema da aula do chef consultor André Falcão (PE). “Hoje a gastronomia pernambucana utiliza essências das mais diversas culinárias do mundo mas sempre valorizando nossos produtos.”, explica André. Ele ensinou aos alunos como preparar um Nhoque de banana da terra com ragú de rabada. Um prato de preparo longo, extremamente saboroso e com um interessante contraste entre o molho e a massa.
| Alunos atentos na sala lotada durante aula no Prazeres da Mesa Ao Vivo Recife |
Mesmo com a correria entre as aulas, os alunos puderam ter um contato bem próximo com os Chefs, aproveitando para fazer perguntas, colher dicas e trocar preciosas informações.
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Uma das aulas mais concorridas do dia foi a de Flávio Miyamura, do Eñe Restaurante (SP), comandado pelos irmãos espanhóis Sergio e Javier Torres. Inclusive Sergio esteve presente no evento e ministrou palestra sobre a utilização da Gastrovac em sua cozinha.
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O que Miyamura fez foi uma receita de guaiamum desfiado com pimentão del piquillo e sorbet de caju. Para elaborar este sorbet, o Chef utilizou um ingrediente pouco comum na cozinha, o nitrogênio líquido. De acordo com o Chef, o nitrogênio possibilita que a produção do sorbet diminua seu tempo de preparo de dois dias para apenas 10 minutos. “Para o evento a gente não pode fazer alguma coisa que as pessoas estão acostumadas, senão não tem intuito vir de São Paulo para apresentar algo que eles já vejam aqui.”, justifica o Chef.
| Nhoque de berinjela defumada com creme tahine, caranguejo desfiado e tomates salteados, da chef Andrea Kaufmann para o menu do jantar especial do evento |
Outras aulas que também chamaram a atenção neste primeiro dia foram a de André Saburó (PE), falando sobre suas criações em tempos de sustentabilidade; Viko Tangoda (SP), que mostrou formas de trabalhar a gastronomia de catering com sofisticação e simplicidade; e Duca Lapenda (PE) que apresentou ingredientes italianos produzidos em Pernambuco e que tem altíssima qualidade.
| Maxixada de camarões com bisque de leite de coco e castanha de caju, do chef Hugo Povrout, o segundo prato do menu da noite |
Para finalizar o primeiro dia de evento os chefs César Santos, Andrea Kaufmann, Hugo Povrout e Maurício Ganzarolli comandaram jantar com quatro pratos autorais harmonizados.
| O prato de César Santos para o jantar: canela de cabrito com purê de macaxeira, beterraba e batata doce |
| A sobremesa da noite: pastelzinho de cartola pernambucana com sorvete de coco fresco, do chef Maurício Ganzarolli |
| Juan Corbalán |
| A Salada Tíbia, os rolinhos de abacate foram uma ótima idéia de textura e apresentação |
Após dois meses fechado pra reforma o Zuu reabre ao melhor estilo Mara Alcamim, com festa e alta gastronomia. A Chef aproveitou o tempo para ampliar o salão e renovar cardápio e equipe, trazendo mais jovialidade ao restaurante.
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A previsão é de que as mudanças e experimentos na gastronomia do Zuu sejam constantes. Além de manter sua linha contemporânea, Mara também está apostando na perfeição das técnicas que usa e na sustentabilidade de sua cozinha. “Além da felicidade da minha equipe”, completa a Chef.
Na noite dessa terça-feira (08/06), Mara apresentou a jornalistas e alguns convidados seu novo menu degustação. Foram sete pratos de sabor irretocável e extrema delicadeza. De entrada uma salada tíbia com miolo de abacate recheado de tartar de lagosta e ovas, coberto por brotos verdes, acompanhando filé de lagosta na manteiga de ervas e sopa de tomate.
| O Mil Folhas de foie gras, decorado com ramo de hana-nirá |
Na sequência, mil folhas de foie gras com enguia defumada, maçã verde caramelizada e creme de cebola. Um prato que, apesar de difícil de cortar, na boca o esforço é recompensado pelos sabores intensos do peixe e do foie suavemente quebrados pela textura crocante e a doçura da maçã.
No terceiro prato a Chef abusou da irreverência e surpreendeu ao servir vieiras com coral e arroz selvagem frito sobre doce de leite. Uma combinação que agradou e harmonizou muito bem com o espumante da noite, outra novidade, o Zuu Brut Chardonnay Pinot Noir. O vinho é produzido pela vinícola Don Giovanni e tem tons dourados bem apetitosos, uma presença marcante em boca e um final muito gostoso e persistente.
| O camarão empanado, servido em espetinho de cana-de-açúcar |
O último fruto do mar servido foi um camarão robusto empanado em farinha panco, servido com beterraba glaceada e creme de blue cheese. Pra fechar os pratos salgados a Chef apresentou um Mignon na manteiga de avelã e purê cremoso de batata bolinha.
| O Mignon estava no ponto rosado perfeito e o purê bem aveludado e macio |
Antes da sobremesa foi servido uma emulsão de conhaque com canela e leite de coco, que limpou a boca preparando para o último prato. Um ravióli de abacaxi com chutney de maçã e sopa de coco.
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O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto realizou em Brasília Degustação Top com alguns de seus mais importantes rótulos. Muitos deles ainda sem importador no Brasil e em sua maioria da safra de 2007, uma das melhores dos últimos tempos especialmente para os Portos.
| A paisagem da região do Douro, a D.O.C. mais antiga do mundo e com quase 50 castas auóctones |
Ao todo foram provados 22 tintos, 1 espumante, 1 branco e 9 Portos, uma maratona conduzida pelo presidente da ABS-Brasília, Antônio Duarte, e apresentada por Carlos Soares, responsável pelo IVDP no Brasil.
| A entrada do menu da noite: mini quiche de queijo e brocólis com salada verde |
A Degustação aconteceu no restaurante Alice Brasserie e contou com a participação de jornalistas, chefs e formadores de opinião na capital, além do próprio Embaixador de Portugal no Brasil. A chef Alice Mesquita, também esteve por lá apresentando seu menu para o jantar que foi finalizado com as provas dos Portos.
| O Coq Au Vin da noite, um clássico francês impecável da chef Alice Mesquita |
Na primeira leva de degustações, já os dois primeiros vinhos se destacaram. O Vértice Gouveio 2004 é um espumante feito com 100% Alvarinho, de personalidade e complexidade interessantes, importado pela Adega Alentejana e custando R$110 a garrafa. O outro destaque foi o Redoma Reserva Branco 2008, feito com uvas autóctones da região e de um aroma cítrico muito convidativo, além de especialmente delicado e equilibrado em boca, importado pela Mistral mas com valor ainda em dólar, cerca de U$ 100.
| O segundo principal: Cubos de Mignon em creme de páprica húngara defumada, um segredo levemente picante da Chef |
Dentre os tintos quem chamou a atenção foi o VT 2007. Elaborado pela PV S.A. é um vinho muito aromático e cheio de fruta, tanto em nariz quanto em boca, fácil de beber e com um final curto mas muito gostoso. Sua produção é feita em lagares com a tradicional pisa a pé das uvas recém colhidas e selecionadas.
| Para finalizar, quindim em calda de frutas vermelhas e mini brownie de chocolate |
Os Portos também marcaram presença com algumas verdadeiras jóias portuguesas. Destaque para o Messias 10 Anos (citado na matéria do dia 24-05) e especialmente os dois últimos vinhos. O Casa Santa Eufêmia 30 Anos, importado pela World Wine, custando cerca de R$660 e o Porto-Krohn 1968 Colheita, também trazido pela World Wine e chegando à incrível bagatela de R$810 a garrafa.
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Um cantinho do Douro se abriu hoje em Brasília para a degustação de mais de 100 rótulos de vinhos portugueses em evento promovido pelo IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto). As mesas de degustação contaram com a presença de quase 20 importadoras brasileiras que mostraram o que têm de melhor vindos da terra lusitana.
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O evento aconteceu no intuito de promover os vinhos da região do Douro que têm no Brasil seu terceiro maior mercado consumidor. De acordo com o IVDP, em 2009 o valor das importações da região do Douro no Brasil chegou aos 7 milhões de euros, ultrapassando o 1 milhão de garrafas importadas.
| A típica paisagem da região do Douro, com seus vinhedos plantados nas encostas do rio Douro |
A região do Douro produz vinhos tintos e brancos, alguns excepcionais como o Barca Velha, mas são os fortificados do Porto que deram grande fama à região. Esse vinho é uma das glórias da vinicultura portuguesa, ele teve sua região demarcada em 1756 e até hoje é um dos produtos mais difundidos do país pelo mundo.
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Não foi diferente durante o evento, as principais estrelas do dia foram os Porto. A Domaine Montes Claros, por exemplo, apresentou sua linha da vinícola Rozès. Destaque para o Infanta Isabel 10 Anos de incrível delicadeza em cor e aroma, além de sabor maduro e final suave. Outro que chamou a atenção foi o Rozès Decanter Special Reserve. Com formato de decanter, a garrafa chama a atenção e seu conteúdo agrada pela intensa coloração tinta e seu forte aroma frutado, além de paladar redondo.
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Já a Inovini apresentou seus clássicos da vinícola Ferreira, com destaque para o Ferreira Porto Dona Antonia Reserva, um vinho vigoroso de aroma intenso e rico que pede mais uma taça. Outras grandes surpresas foram dois rótulos apresentados pela Porto a Porto. Primeiro o Porto Messias 10 anos, com uma coloração castanha deliciosa, aroma intenso e em boca uma explosão de frutos secos inesquecíveis. E depois o Porto Messias Rosé, que também agradou pelo paladar, mas especialmente pelo visual rosado charmoso e convidativo.
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Durante a Grande Prova do IVDP em Brasília, os tintos e brancos tiveram seu lugar às taças, mas em sua maioria mantiveram um nível monótono de sabores e características. Um dos destaques foi o Côtto Grande Escolha 2001, trazido pela Mistral. Mesmo com sua idade, ainda mostrava jovialidade e potencial para envelhecer mais uns 20 anos. Um vinho intenso e complexo, que passou 14 meses em barricas de carvalho de primeiro uso.
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Amanhã acontece degustação comentada em Brasília com alguns dos tops do Douro, veja cobertura completa aqui em O VERSO DA RECEITA.com.
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A produção dos vinhos de altitude já é conhecida e difundida no Brasil. Mas na Bolívia, há mais de 50 anos, se tem produzido rótulos em altitudes que chegam aos 3200 metros, os vinhedos mais altos do mundo. Ainda sem importador no Brasil, estes exemplares de nossos hermanos latinos chegam pela primeira vez à ExpoVinis e prometem ganhar mercado.
Seus vinhos têm um grande potencial aromático que realmente aguça o paladar antes de beber. Da vinícola Kholberg, que fica na região de Tarija, seu branco feito 100% de Moscatel de Alejandria é delicado com um delicioso equilíbrio entre o açúcar e a acidez, além de muito cheiroso.
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Pela grande altitude, esses rótulos não precisam envelhecer tanto para atingirem seu ápice. Eles podem chegar ao mercado ainda jovens e com um breve período de maturação se comparado a outros exemplares de mesma casta. A uva que melhor se adaptou na região foi a Syrah, que tem produzido bons rótulos, como o Casa Grande Reserva Trivarietal, feito com Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah.
A estréia promissora dos bolivianos, que conseguiram fechar alguns negócios na feira, só não foi mais bem sucedida por um incidente em seu estande onde, de acordo com Erich Kholberg, entre o dia 28 e 29, foram roubadas algumas das melhores garrafas trazidas da Bolívia, além de material impresso para divulgação.
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Depois da falha brasileira com os bolivianos, quem também tropeçou logo na primeira hora do terceiro dia do ExpoVinis foram os estreantes gregos. Na Dionyssos já quase não haviam mais vinhos para serem degustados e o que se pôde conhecer foi através de garrafas e panfletos. Seguramente a produção milenar grega ainda tem muito o que aportar aos consumidores brasileiros que poderão conhecer mais de 300 castas locais e 1000 vinícolas.
A Dionyssos é a sexta maior do país e produz vinhos bem característicos. O Oenomelo é um deles, feito de Muscadet, Moschofilero e Rhoditis é um branco doce que diz a história ser o vinho que os Deuses bebiam no Olimpo.
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A outra representante grega, a LPH Brasil, também não ficou atrás nas falhas, servindo seus vinhos em pequenas tacinhas de licor onde era impossível saber o que se estava bebendo. Apesar disso o vasto catálogo da empresa promete trazer ao Brasil vinhos premiados da vinícola Tsántali, como o Mavrodáphne of Patras, um tinto doce licoroso feito 100% com a uva Mavrodáphne.
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Quem surpreendeu e agradou foram os equipamentos da italiana Enomatic. Seus climatizadores e conservadores de vinho utilizam alta tecnologia que permite estender a durabilidade de uma garrafa aberta por até 35 dias. Utilizando gás argônio, as máquinas preservam o vinho e também funcionam como um drink machine self service que pode ser manuseado tanto pelo cliente como pelo funcionário do estabelecimento. Com um sistema de cartões recarregáveis, basta inserir na máquina, escolher o vinho, a dosagem desejada e colocar a taça para ser servida.
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As máquinas variam de R$ 14 mil, a menor que comporta 4 garrafas sem o sistema de cartão, até a de R$ 44 mil, uma das mais completas comportando 8 garrafas e com climatização dupla. Esta novidade ainda está chegando no Brasil, com os pedidos demorando cerca de 60 dias para a entrega, mas promete ser um sucesso especialmente em winebars, enotecas e restaurantes.
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Seguindo o projeto de expansão de 2009 as vinícolas brasileiras mantém seu destaque na feira este ano. No total 44 produtoras nacionais participam do evento e mostram ao público o que de melhor se tem produzido hoje no Brasil.
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As grandes empresas como Miolo, Salton, Casa Valduga e Lídio Carraro continuam a investir seus esforços no desenvolvimento da produção nacional, ampliando suas áreas de atuação e produção. São delas que saem alguns dos melhores rótulos brasileiros e a maioria dos que são exportados, representando o vinho brasileiro no exterior.
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A Família Carraro, por exemplo, tem investido fora do Serra Gaúcha para poder diversificar a produção. Seu Dádivas Chardonnay 09 foi elaborado em Encruzilhada do Sul e se mostrou um branco nacional de muita personalidade, com a fruta acentuada e um final bem persistente.
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A ampliação das zonas produtoras brasileiras parece ser o caminho para a consolidação do produto nacional no mercado. A Campanha Gaúcha é a bola da vez no Rio Grande do Sul especialmente por suas condições climáticas para a produção de tintos, com chuvas menos intensas na época da colheita, excelente amplitude térmica e áreas mais planas, que facilitam a mecanização da produção e consequentemente reduzem os custos.
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Para fortalecer ainda mais a vitivinicultura da região, 15 produtores locais se uniram e lançaram durante a Expovinis 2010 uma associação sob o titulo de Vinhos da Campanha. Com o apoio da Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), Sebrae, Embrapa e outras parcerias, a associação promete ser uma via de desenvolvimento e acesso a estes vinhos brasileiros, ainda elaborados em sua maioria por pequenas vinícolas. Como a Guatambu, por exemplo, que mostrou seu Rastros dos Pampas Cabernet Sauvignon 09 e surpreendeu, apesar de jovem e apenas 2 meses em barrica, o vinho está bem redondo e atraente.
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Outro bom exemplo é a vinícola Antônio Dias situada em uma nova região produtora brasileira chamada de Alto Uruguai, no RS. Seu Tannat foi uma surpresa com um delicioso equilíbrio da fruta , corpo leve e fácil de beber.
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Já dos altos picos da Serra Catarinense vem os vinhos de altitude brasileiros. Unidos pela Acavitis (Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude) estes produtores fazem questão de mostrar ao Brasil e ao mundo o nosso terroir de 1300 metros acima do nível do mar e as características que ele imprime aos vinhos produzidos na região. Uma das características mais marcantes sem dúvida é o aroma acentuado e a forte presença da expressão da fruta.
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Da Vinícola Pericó, seu espumante brut rosé feito com 60% Cabernet Sauvignon e 40% de Merlot é realmente instigante por seu aroma de goiaba verde e em boca uma explosão de pimenta em conserva/pimentão bem típico da Cabernet.
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Outro grande produto nacional são os espumantes Moscatel. Delicados e mais adocicados eles atendem ao público consumidor ainda mais interessado em vinhos fáceis de beber e com toques mais femininos. A vinícola Garibaldi produz um dos mais premiados do país com um delicioso equilíbrio entre o açúcar e a acidez do vinho.
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Continue acompanhando a cobertura completa do ExpoVinis 2010 pelo blog. O Evento acontece até o dia 29 de Abril no ExpoCenter Norte, em São Paulo.
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A feira este ano continua se mantendo como o mais importante encontro do setor na América Latina. Mais de 100 expositores mostram seus produtos vindos das mais diferentes regiões vitivinícolas do planeta. São importadoras, produtores e empresas que apresentam ao público algumas de suas novidades e de seus rótulos já consagrados.
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Nos grandes estandes das importadoras o movimento é intenso durante todo o dia. A diversidade de produtos oferecidos por elas é um atrativo especialmente para os interessados em elaborar uma seleção de vinhos para seu negócio enogastronômico.
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Obviamente as pequenas importadoras também marcam sua presença na feira. Os estandes nem tão grandiosos, mas de muito estilo, revelam o grande trunfo dessas empresas, e que no universo do vinho faz muita diferença: quantidade X qualidade. Rótulos de pequenas produções, e que obviamente não podem ser amplamente distribuídos, chegam através dessas importadoras e são verdadeiras jóias garimpadas no exterior.
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Mas um dos grandes atrativos da ExpoVinis é o contato direto com diversas vinícolas que ainda não tem importador no Brasil. São enólogos, empresários e produtores vindos especialmente do Velho Mundo em busca de uma vitrine para seus vinhos e quem sabe bons negócios. Nos estandes os vinhos são degustados em meio a muita conversa e troca de informações onde é possível conhecer um pouco mais sobre o produto, a região e seu terroir, suas características e particularidades das propriedades.
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Da região de Castila-La Mancha (Espanha) os vinhos da Pinuaga (sem importador) surpreenderam. Seu Merlot cortado de Tempranillo da safra 2009 foi recém engarrafado e já está no mercado. De tão jovem ainda é possível sentir picadas carbônicas na língua advindas dos processos de vinificação. Mesmo assim, o vinho é muito aromático com uma incrível fruta em boca e fácil de beber, especialmente mais fresco.
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Da mesma Pinuaga, seu Tempranillo 05 se mostrou um vinho bem estruturado mas sem tanta forca típica desta casta. Fácil de beber é uma ótima opção para harmonizar ou para beber solo.
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Ainda da Espanha, mas agora da região de Extremadura, chegam os vinhos da Bodegas Habla (importados pela Topdeli). Seu Habla Nº4 é um 100% Syrah que impressiona já pela diferente estética da garrafa. O vinho é um show de aromas e sabores bem típicos da casta, valorizando sua fruta e delicadeza de corpo.
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Da Toscana (Itália) o Taneto, da Badia di Morrona (sem importador), foi um delicioso exemplar com a cara dos vinhos italianos. Seu corpo bem estruturado e taninos acentuados pedem uma harmonização para este rótulo que é um blend de Sangiovese, Merlot e Syrah que passa 12 meses em carvalho antes de ser engarrafado.
Continue acompanhando a cobertura completa do ExpoVinis 2010 pelo blog. O evento acontece até o dia 29 deste mês no ExpoCenter Norte em São Paulo.
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Um dos momentos mais esperados da Expovinis é a divulgação da lista do Top Tem com os melhores vinhos da feira. O júri formado por jornalistas e especialistas da área degustou às cegas dezenas de amostras de tintos, brancos, espumantes e fortificados. Veja abaixo a lista dos vencedores deste ano.
Espumante Nacional
Grand Legado Brut Champenoise
Produtor: Wine Park
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Espumante Importado
Ferrari Perle´02
Produtor: Ferrari (Itália)
Branco Chardonnay
Villagio Grando 08
Produtor: Villagio Grando (Brasil)
Branco Sauvignon Blanc
Yealands Estate 09
Produtor: Yealands Estate (Nova Zelândia)
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Branco Outras Castas
Mesh Riesling 07
Produtor: Grosset Hill Smith (Austrália)
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Rosado
Chateau de Porcieux 09
Produtor: Chateau de Porcieux (França)
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Tinto Nacional
Sesmarias 08
Produtor: Miolo Wine Group
Tinto Novo Mundo
Morandé Grand Reserva Syrah 05
Produtor: Viña Morandé (Chile)
Tinto Velho Mundo
Herdade do Esporão Touriga Nacional 07
Produtor: Herdade do Espourão (Portugal)
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Fortificado
Madeira Justino´s Colheita 1995
Produtor: Justino Henriques (Portugal)