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| Felipe Ibañez durante sua apresentação em Brasilia |
Quem esteve em Brasília recentemente foi Felipe Ibañez, enólogo chefe da vinícola chilena 'Carmen'. Ele veio a convite da Mistral, sua importadora no Brasil, para apresentar a linha 'Gran Reserva' da vinícola. Ibañez conduziu a degustação apresentando como a 'Carmen' cuida de seu terroir e aproveita as novas tecnologias para melhorar os vinhos com curvas matemáticas, difícies de entender, mas cheias de informações valiosas para o enólogo.
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| Felipe Ibanez e João Bonato, representante da Mistral em Brasilia |
A 'Carmen' é uma das vinícolas mais premiadas do Chile, produzindo brancos, tintos e fortificados de excelente custo-benefício no Brasil. Para a degustação na loja da Mistral em Brasília, Felipe Ibañez apresentou oito rótulos. Da linha 'Gran Reserva' foram os vinhos Cabernet Sauvignon, Carmenère, Merlot, Syrah, Sauvignon Blanc e Chardonnay, com destaque para os dois brancos e o Syrah. Além deles, o premiado 'Wine Maker’s Reserve' e o fortificado 'Carmen Late Harvest Moscatel'. (Juan Corbalán)
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Saiba o que Felipe Ibañez disse sobre o mercado de Brasília para seus vinhos:
Qual a importância do mercado brasiliense para a 'Carmen'?
"O Brasil é hoje nosso quarto comprador e por isso é muito importante para nós, assim como o mercado de Brasília. Outro atrativo é que ainda há muito o que crescer no Brasil, o público do vinho aqui ainda atinge faixas etárias altas, deixando os jovens como mercado a ser explorado. Diferente do Chile, onde a abrangência de quem bebe vinho é muito maior".
Quais as expectativas para investimentos no Brasil?
"Estamos colocando muita força no Brasil. Nosso melhores vinhos vêm para cá. É um mercado geograficamente próximo, de fácil acesso e onde podemos acompanhar as vendas de perto, fazendo visitas constantes. Além de termos ótimo apoio da importadora Mistral".
Quem esteve no restaurante ‘L’Affaire’ (Hotel Mercure Brasília), no último dia 16, teve a chance de rever alguns rótulos e conhecer outros tantos que ainda não desembarcaram por aqui. Foi durante o evento que reuniu as importadoras ‘Wine Society’ e ‘Wine Spirits’. Por toda uma tarde, foram degustados produtos da Espanha, Argentina, Portugal, Austrália, Chile, Itália.
| Guilherme Teixeira/Cake Photo Studio |
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| Marcelo Vicente, diretor comercial da importadora Wine Spirits |
Segundo o diretor do comercial da ‘Wine Spirits’, Marcelo Vicente, Brasília foi escolhida para sediar um dos encontros promovidos pelo País por reunir um potencial cada vez mais crescente de consumidores: “Temos aqui um mercado muito promissor, em pleno crescimento”.
| Guilherme Teixeira/Cake Photo Studio |
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| Os destaques entre os rótulos apresentados pela Wine Spirits, em Brasília |
Percorrendo o salão, e cuidando pessoalmente do bufê que amparava os participantes da degustação, o chef do ‘L’Affaire’, Marcelo Piucco, começava a revelar o que pretende fazer na virada do ano, quando a casa irá comemorar seu décimo aniversário: “Em 2012, pretendemos promover uma série de ações ao longo de todo o ano”.
| Guilherme Teixeira/Cake Photo Studio |
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Para o diretor da ‘Wine Society’, Ari Gorenstein, o evento teve a repercussão esperada: “Foi a chance de mostrarmos à cidade a gama de vinhos espanhóis recém-lançados, além de desfrutar nossos já tradicionais rótulos australianos, argentinos e chilenos.
| Guilherme Teixeira/Cake Photo Studio |
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| Ari Gorenstein, diretor da importadora Wine Society |
Ao final, a certeza da importância que a capital representa para o mercado nacional de vinhos. Tanto que, alguns rótulos, foram mostrados na cidade de forma inédita, como os de ‘denominações de origem’: Rioja (‘Bodegas Valdelana’), Ribera Del Duero (‘Bodegas y Viñedos Valtravieso’) e Navarra (‘Nekeas’). (Alexandre Menegale)
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A revista americana Wine Spectator divulgou recentemente a lista dos Top 100 Vinhos de 2009. O vencedor deste ano foi o americano Columbia Crest Reserve 2005, um Cabernet Sauvignon do Columbia Valley-Washington, produzido por Ray Einberger que optou por um blend de 5% Merlot e 4% Cabernet Franc.
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A lista do Top 100 da Wine Spectator começou a ser divulgada em 1988 e avalia não só as qualidades da bebida, mas também custo benefício, disponibilidade do produto e um fator X, que eles chamam de EXCITEMENT. Para 2009 foram avaliados às cegas mais de 17 mil rótulos de todos os países produtores.
Clique aqui para ver a lista completa do Top 100 de 2009 da Wine Spectator
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A história conta que há quase três mil anos atrás os Etruscos já produziam vinhos na região italiana que hoje conhecemos como Toscana. Mesmo com o passar dos séculos, a tradição da vitivinicultura local se sustentou até os dias de hoje, firmando a área como umas das principais produtoras da Itália. Localizada no centro da Bota, por ali o solo pouco fértil obriga as vinícolas a optarem por um baixo volume de produção, dando ênfase na qualidade dos vinhos.
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Mas, história e tradição não garantem a sobrevivência de nenhum rótulo. A partir da década de 40, o pós-guerra levou o principal vinho toscano, o Chianti, para o além mar norte americano. A grande demanda fez com que a produção cada vez mais alta diluísse a qualidade e a personalidade do vinho. Para muitos produtores esse foi o momento de mudar e dar uma nova vida à vinicultura da região. Daí nasceram os vinhos contemporâneos da Toscana, chamados de Supertoscanos.
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O termo super pejorativo destes novos rótulos descreve qualquer tinto da Toscana que não adere às leis de composição das D.O.C. e D.O.C.G (denominação de origem controlada e garantida). Quem deu início a essa insurreição vinícola foi o Marquês Mario Incisa della Rocchetta que no ano de 1944 plantou em suas terras na Toscana mudas de Cabernet trazidas de Bordeaux, na França. A idéia do Marquês era produzir bons vinhos que expressassem o melhor do terroir local mesclado ao poder da uva envelhecida em barricas de carvalho francesa, outra novidade para os produtores locais acostumados com madeira do leste europeu.
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Obviamente o vinho não foi bem aceito a princípio, sendo denominado pelas normas italianas como vino da tavola, a classificação mais simples no país. Alguns anos mais tarde o grande produtor e distribuidor de vinhos Piero Antinori convenceu o Marquês a lançar três mil garrafas da sua safra de 68 no mercado europeu. O Sassicaia se tornou uma lenda e a safra de 72 ganhou o concurso da Decanter Magazine de melhor Cabernet do mundo, realizado em Londres no ano de 1978. Neste mesmo ano, a vinícola toscana de Piero Antinori lançou seu blend de Sangiovese e Cabernet Sauvignon, criando os incríveis Tignanello e mais tarde o Solaia, rótulos que vêm influenciando vinícolas e produtores até hoje.
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O Supertoscano é um vinho produzido em safras especiais de ótima qualidade. As uvas são colhidas dos melhores e mais antigos vinhedos, o que garante uma seleção natural dos cachos. São robustos, com taninos bem elaborados e de grande complexidade gustativa e aromática. Atendem com perfeição ao conceito de quanto mais velho melhor e ganham muita qualidade depois da primeira década de guarda.
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Forçado pela pressão do sucesso dos Supertoscanos o governo italiano decidiu criar a Indicação Geográfica Típica. Essa classificação específica se aplica somente para os chamados Supertoscanos, que dessa forma estão regulamentados de acordo com seu local de criação. Essa decisão deu ainda mais destaque aos novos toscanos e atualmente eles fazem parte da seleta casta de grandes vinhos italianos.
Confira alguns dos Supertoscanos na sessão Enofilia Gastrô.