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No último dia do Prazeres da Mesa Ao Vivo Recife 2010 os corredores e as salas de aula da Faculdade Maurício de Nassau continuaram lotados. O público não deu trégua aos Chefs e participou em peso das atividades do evento.
| O prato que o chef Joca Pontes ensinou a fazer durante sua aula |
“Acho que no próximo ano tem que fazer um Prazeres da Mesa Ao Vivo maior, porque o público está grande e muito interessado.”, afirmou o chef pernambucano Joca Pontes, que ministrou aula nesta quinta-feira. Ele ensinou uma receita de arroz vermelho com legumes ao misso, mix de folhas e batata palha doce.
| As trufas nordestinas do chocolatier Rivandro França: recheio de macaxeira e embalagem de chita |
Entre uma aula e outra era possível circular pelos estandes do evento e provar vinhos, bolos, bombons e outros quitutes oferecidos pelas empresas participantes. Além disso, era possível comer pequenas porções de pratos do cardápio de alguns restaurantes que fizeram parte do Melhores da Cidade.
| O chef Yoshi Matsumoto durante sua aula: showman de simpatia e sabedoria |
O mestre japonês radicado no Recife, Yoshi Matsumoto, foi um dos recordistas de público . A intransitável sala acolheu a aula do Chef que apresentou uma complexa receita mesclando macarrão some, molho japonês, camarão cozido e tomate recheado. “Este tipo de aula é boa para os alunos conhecerem ingredientes japoneses e introduzirem na culinária brasileira.”, explica o simpático Chef.
| Prato do chef paulista Raphael Despirite, detalhe para o polvo que foi assado totalmente imerso em azeite extra-virgem por 90 minutos a cerca de cem graus |
Durante o evento o corre corre nos bastidores também foi grande, especialmente na redação da revista Prazeres da Mesa. O espaço foi montado especialmente para que jornalistas, fotógrafos e produtores pudessem trabalhar na elaboração da edição especial da revista. Prevista para ser lançada em setembro, ela terá matérias sobre as aulas que aconteceram durante o evento e a capa será escolhida pelo público através de voto online pelo www.prazeresdamesa.com.br.
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Sem dúvida a aula mais concorrida do evento foi a do chef César Santos, que é um dos mais importantes apoiadores do Ao Vivo no Recife. “Como cresceu o evento! Neste segundo ano ele veio pra ficar e o público recifense está de parabéns por participar.”, complementa o Chef. Figura querida no cenário gastronômico brasileiro, César ensinou a seus alunos como fazer uma canela de cabrito assada, servida em seu próprio molho e com três purês (macaxeira, batata doce e beterraba).
| César Santos e o público atento durante sua aula no Ao Vivo |
O chef Wanderson Medeiros, do Picuí (AL), também ministrou aula neste último dia de evento. Ele ensinou a elaborar um carré de sol levemente defumado com canela, servido com purê liso de jerimum e mix de feijões aromatizados com hortelã e crocante de bacon, um prato criado especialmente para o evento.
| O Carré de sol com mix de feijões, do chef Wanderson Medeiros |
A receita de Wanderson surpreendeu os alunos que ficaram curiosos com os equipamentos para a elaboração do prato. Para defumar o Carré Wanderson utilizou um pequeno aparelho que produz fumaça instantânea e com o aroma que se quiser, dando leves toques olfativos à receita.
| Wanderson utilizando seu mini defumador para aromatizar o prato ao momento |
Para o purê, o Chef colocou o jerimum e os outros ingredientes no Thermomix, um equipamento que processa e cozinha ao mesmo tempo. “Essa receita é um ótimo exemplo do que temos feito com a Nova Cozinha Nordestina, mesclando sabores regionais em preparações delicadas e cheias de requinte.”, conta Wanderson.
| O prato levemente defumado do chef Wanderson Medeiros |
O sucesso do Ao Vivo Recife deixou uma expectativa ainda maior para o evento no ano que vem. Na próxima semana, entre os dias 04 e 05, será a vez dos cearenses receberem sua edição do Ao Vivo, que talvez também tenha uma edição na Bahia. Em outubro acontece a versão original do evento que faz parte das atividades da Semana Mesa São Paulo.
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Dezenas de Chefs e mais uma centena de pessoas estão reunidos no Recife para a segunda edição do Prazeres da Mesa Ao Vivo na capital pernambucana. O local escolhido para as aulas, palestras e degustações do evento foi a Faculdade Mauricio de Nassau, que ficou pequena pra tanta gente.
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Os inscritos no Ao Vivo se apertaram e encararam fila para garantir uma vaga na sala de aula. Mas apesar do esforço a recompensa veio logo. Os Chefs literalmente deram um show de informação, técnica e prática durante as apresentações.
| A chef Andrea Kaufmann preparando a degustação em sua aula |
Andrea Kaufmann, do AK Delikatessen (SP), lotou sua aula onde fez um Nhoque de berinjela defumada com creme tahine, caranguejo desfiado e tomates salteados. Um prato que esbanjou delicadeza de sabor e leveza nutricional. “O meu estilo é realmente mais sútil, ele caminha mais pela sombra dos sabores do que sob o sol pungente”, conta Andrea.
| Peça inteira de barriga de porco (pancetta) assada com crosta de tapioca, do chef Viko Tangoda |
Os temas das aulas variaram muito, como era de se esperar, e deram ainda mais valor ao evento. Duas salas acomodaram as classes onde cada Chef tinha cerca de 50 minutos para apresentar sua receita e degustação do prato.
| O Nhoque de banana da terra, do chef André Falcão |
As conexões entre as culinárias tradicionais e arraigadas, baseado na relação Itália-Pernambuco foi o tema da aula do chef consultor André Falcão (PE). “Hoje a gastronomia pernambucana utiliza essências das mais diversas culinárias do mundo mas sempre valorizando nossos produtos.”, explica André. Ele ensinou aos alunos como preparar um Nhoque de banana da terra com ragú de rabada. Um prato de preparo longo, extremamente saboroso e com um interessante contraste entre o molho e a massa.
| Alunos atentos na sala lotada durante aula no Prazeres da Mesa Ao Vivo Recife |
Mesmo com a correria entre as aulas, os alunos puderam ter um contato bem próximo com os Chefs, aproveitando para fazer perguntas, colher dicas e trocar preciosas informações.
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Uma das aulas mais concorridas do dia foi a de Flávio Miyamura, do Eñe Restaurante (SP), comandado pelos irmãos espanhóis Sergio e Javier Torres. Inclusive Sergio esteve presente no evento e ministrou palestra sobre a utilização da Gastrovac em sua cozinha.
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O que Miyamura fez foi uma receita de guaiamum desfiado com pimentão del piquillo e sorbet de caju. Para elaborar este sorbet, o Chef utilizou um ingrediente pouco comum na cozinha, o nitrogênio líquido. De acordo com o Chef, o nitrogênio possibilita que a produção do sorbet diminua seu tempo de preparo de dois dias para apenas 10 minutos. “Para o evento a gente não pode fazer alguma coisa que as pessoas estão acostumadas, senão não tem intuito vir de São Paulo para apresentar algo que eles já vejam aqui.”, justifica o Chef.
| Nhoque de berinjela defumada com creme tahine, caranguejo desfiado e tomates salteados, da chef Andrea Kaufmann para o menu do jantar especial do evento |
Outras aulas que também chamaram a atenção neste primeiro dia foram a de André Saburó (PE), falando sobre suas criações em tempos de sustentabilidade; Viko Tangoda (SP), que mostrou formas de trabalhar a gastronomia de catering com sofisticação e simplicidade; e Duca Lapenda (PE) que apresentou ingredientes italianos produzidos em Pernambuco e que tem altíssima qualidade.
| Maxixada de camarões com bisque de leite de coco e castanha de caju, do chef Hugo Povrout, o segundo prato do menu da noite |
Para finalizar o primeiro dia de evento os chefs César Santos, Andrea Kaufmann, Hugo Povrout e Maurício Ganzarolli comandaram jantar com quatro pratos autorais harmonizados.
| O prato de César Santos para o jantar: canela de cabrito com purê de macaxeira, beterraba e batata doce |
| A sobremesa da noite: pastelzinho de cartola pernambucana com sorvete de coco fresco, do chef Maurício Ganzarolli |
| Um dos produtos da série Texturas, de Albert e Ferran Adrià, à venda na Solé Graells |
Aos pés da montanha de Montjuic, em Barcelona, não só o Palau Nacional e a Plaça d'Espanya são motivos para uma visita ao local. Próximo dali, na rua Princep Jordi, número 2, um galpão com uma pequena placa com os dizeres Solé Graells esconde uma imperdível loja.
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Lá dentro as prateleiras estão repletas de produtos que enchem os olhos dos cozinheiros mais alquimistas. Muitas essências, aromas, corantes, temperos e mais uma centena de frascos com liquidos mirabolantes são um deleite especialmente para os interessados em pâtisserie, confeitaria e sobremesas.
| Parece estranho, mas este equipamento é apenas um prático funil com tampa dosadora embaixo |
Utensílios e máquinas também estão à venda, incluindo facas, moldes e a tecnologia Thermomix. Nos fundos da loja, estão algumas das preciosidades do local. A começar por toda a linha Texturas dos irmãos Albert e Ferran Adrià, que é um conjunto de ingredientes básicos para a execução de técnicas como esferificação, emulsificação e gelificação.
| A coleção Texturas e mais alguns produtos com a assinatura dos irmãos Adrià: cozinha tecnoemocional em casa |
Por ali também é possível encontrar ouro comestível e uma linha moderna de utensílios para Buffet toda feita em bambu. Outro destaque é a coleção Mugaritz Experiences, onde o chef Andoni Luis Aduriz desvenda um pouco sua cozinha através de ervas, sementes e infusões orgânicas.
| A coleção do Mugaritz para experiências na cozinha |
A Solé Graells ainda conta com uma sala de aula com mais de 100 metros quadrados. Por ali, quando não acontecem cursos e apresentações de produtos, o local abriga o gênio de Albert Adrià e suas experiências. O chef está em constante trabalho no espaço, colocando suas idéias em prática mais perto do que se pode imaginar.
| Cointreau com 60% de volume alcoólico - essa e outras bebidas para uso exclusivo na cozinha |
| Ulisses Raurich |
| Uma das entradas do menu: Sunomono de algas e moluscos - um jardim marinho com direito a Percebes frescos |
Por mais longe que pareça estar, a dinâmica do dim sum oriental e das tapas espanholas são muito parecidas. As duas privilegiam refeições com pequenas porções de quitutes variados entre frios, quentes, doces e salgados. Essa proximidade gastronômica é um dos motivos da criação do restaurante Dos Palillos, em Barcelona.
| Anna, a chef brasileira que faz parte da equipe do Dos Palillos - em ação pincelando a Papada de Porco |
A gastronomia da casa não é fusion, como poderia se pensar. Na verdade ela esta baseada no extremo oriente asiático. O que se mescla no restaurante são os espaços, e não a cozinha. O ambiente da entrada é um típico Bar de Tapas da Espanha, com pequenas porções a la carte.
| Caranguejo real com dashi - um sabor inesquecivel que mescla personalidade e um leve adocicado |
Passando o Bar, o espaço interno da casa é uma barra asiática, com cozinha ao vivo e os chefs servindo os clientes. Diferente das tradicionais barras com bancos altos, ali você se senta em uma cadeira de altura normal, e a cozinha fica em um ambiente mais baixo, trazendo um conforto inesperado.
| Francesc Guillamet |
| Fígado de rape ao estilo janponês - uma delicadeza de sabor e bem acompanhado de nabo com pimentas raladas |
A criativa cozinha da casa e a concepção do projeto gastronômico do restaurante são do chef Albert Raurich, que trabalhou 11 anos ao lado de Ferran Adrià no ElBulli. Inclusive o gênio catalão é um dos incentivadores do projeto e cliente do restaurante, aberto desde 2008.
| Sasami de frango - a carne estava crua e levemente selada, servida com mix de pimentas e gergelim moído |
Na barra asiática o menu degustação com 17 pratos é realmente uma viagem de sentidos. O intenso e delicado trabalho manual de cada prato é surpreendente. Observar a técnica de chefs como Takeshi Somekawa, responsável de cozinha do restaurante e um dos parceiros de Raurich, é como assistir um artista esculpindo uma estátua, mas com hashi.
| Tempura de anêmona - por fora super crocante, por dentro molinho e suculento |
Não só a beleza dos pratos, mas também os sabores são o ponto forte do menu. Alguns provenientes de ingredientes curiosos como anêmona e papada de porco. Outros de receitas simples mas executadas com esmero impecável. Veja abaixo mais do menu no Dos Palillos.
| Francesc Guillamet |
| O Temaki de Toro de Atúm - o chef Takeshi Somekawa ensina a fazer os mini rolinhos na hora |
| O Japo Burguer - um dos mais gostosos, com o burguer mal passado, pão asiático e tsukemono de pepino |
| As duas modernas chapas de cerâmica da cozinha show do Dos Palillos - uma pra carnes e a outra para pescados |
| Wok de verduras, flores e cogumelos - muita crocância, frescor e sabores tostados |
| O Shao Lom Pao - um dumpling recheado com sopa de porco - pra comer, primeiro chupa o caldo e depois come o bolinho |
| Francesc Guillamet |
| O mais saboroso dos pratos: Papada de porco à cantonesa -delicadamente assada e demoradamente caramelizada na brasa |
| Mochi de cereja com licor de sakura - a fina pele de massa doce esconde a fruta fresca por dentro, servida sobre gelo |
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Passear pelas vielas históricas do bairro do Born em Barcelona é sempre interessante, tanto à noite quanto de dia. Em horário comercial, uma caminhada leva diariamente chefs e curiosos gastronômicos a uma loja chamada Vila Viniteca, na carrer Agullers, 9.
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Na verdade são três lojas bem próximas umas das outras, sendo que um dos espaços é um restaurante. Na Vinacoteca de Barcelona é possível encontrar centenas de vinhos espanhóis é importados.
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Na loja Vila Viniteca as prateleiras com produtos gourmet de diversas nacionalidades fazem o imaginário dos clientes voar. Sais, temperos, ervas, pimentas e molhos dão o tom colorido nas paredes da Viniteca.
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Embalagens e rótulos que chamam a atenção e as vezes revelam insumos curiosos, como a crista de galo confitada. Outra centena de ingredientes enlatados e envasados convidam a horas de leitura dos rótulos e pesquisa.
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Em outro ambiente da loja, balcões frios expõem segredos cobertos pelo tempo e pela maturação nas caves queijeiras da Europa. São diversos tipos de queijos com aromas, sabores e aspectos tão diversos quanto suas histórias.
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Imperdível deixar de provar o italiano Sovrano, um tipo grana padano feito com 20% de leite de búfala e o Comté, um francês que caiu no gosto dos Chefs por seu paladar levemente adocicado e saboroso.
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Junto aos queijos estão os embutidos espanhóis. A Sobrassada é um dos mais interessantes, de sabor forte e algo de picante, é uma linguica de carne de porco curada e de massa mole, própria para passar no pão ou para recheios.
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Não poderia faltar na loja uma exposição de peças inteiras do presunto curado espanhol, o Jamón. Entre as melhores marcas estão Joselito, Cinco Jotas e Maldonado. Este último considerado o mais saboroso de 2010.
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Na hora de comprar embutidos, queijos e Jamón na Viniteca vale a pena uma conversar com Antonio Pérez Altamirano. Este simpático senhor conhece a fundo os produtos da loja e pode dar importantes informações sobre características e sabores, além de impressionar quando se põe na delicada arte de cortar o Jamón.
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A Vila Viniteca ainda possui uma extensa camara com ambiente controlado onde guarda as pecas inteiras dos queijos que vende, incluindo algumas rodas que podem chegar aos 100 quilos.
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| A movimentação em umas das áreas da cozinha do El Celler de Can Roca |
A fachada rústica em uma rua tranquila de Girona, na Espanha, passa despercebida pra quem não conhece o nome El Celler de Can Roca. O restaurante está aberto desde 1986 e é comandado pelos irmãos Joan, Jordi e Josep Roca que produzem enogastronomia unindo a inventividade do trio em prol de experiências gustativas emocionantes.
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Atualmente a casa ostenta três estrelas no Guia Michelin e está no quarto lugar na lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo. Nos bastidores, Jordi Roca é responsável pelas criações salgadas da cozinha e Jordi os doces. A parte liquida é de Josep que é o curador dos 2700 rótulos de vinho na carta.
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O Menú Festival do El Celler é um degustação com cerca de 17 pratos que te levam a percorrer uma experiência de sabores, paisagens e emoções durante o ato de comer. Lembranças e surpresas gustativas são uma constante ao longo das quase quatro horas de serviço.
| Os pequenos ganchos que seguravam as azeitonas no Bonsai, detalhe para a logo do restaurante grafada no metal |
A experiência começa com um rápido tapeo com destaque para a experiência de colher azeitonas caramelizadas e recheadas de anchova penduradas em um robusto bonsai de Oliveira (foto) colocado sobre a mesa.
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Na sequência foram servidos brioches trufados com caldo de escudella, e depois (foto) parfait de pichón (ave de caça pequena) e tortilla de moixernons (cogumelos). Esta última uma explosão de sabor quando a fina pele da tortilla se rompe na boca.
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Iniciando o menu seguidos por sorvete de cereja recheado em sopa de cereja e espuma de gengibre.
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O seguinte foi a Ostra em escabeche de fino, molho de ostras e um mil folhas de algas. Este, um detalhe pequeno de triângulos do vegetal em camadas com manteiga.
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O prato seguinte foi um dos pontos altos do jantar. Areia de azeite texturizado e camarões vermelhos de Palamós (foto). O crustáceo surpreendeu pelo defumado e o ponto de cozimento, praticamente cru. A Areia é um micro jardim marinho que se dissolve na boca revelando sabores de frutos do mar.
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Na sequência foi servida uma sopa de cebola e nozes de Crespià com queijo comte, acompanhado de massa de nozes (foto acima). Em seguida, lula com rochas de cebola (foto abaixo), um dos pratos mais saborosos e surpreendentes pela massa negra de cebola feita como um bolo no sifão.
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Depois um delicado filé de Linguado ligeiramente cozido seguido de sabores do Mediterrâneo. Os cinco molhos que acompanham o pescado vão em um crescente de erva doce, mexerica, laranja, pinhões e olivas verdes. Este último ainda com um detalhe de balinha de azeite com um potente sabor de azeitona.
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Em seguida Salmonet com suquet e manteiga (foto). Depois, uma adaptação de steak tartar (foto) com sorvete de mostarda, compota de alcaparras e praliné de avelã, acompanhado de batatas estufadas recheadas de especiarias.
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O prato mais pesado da noite fechou os salgados com um cordeiro com terrine de pêssego e albaricoque.
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Os doces começaram com um sorvete de destilado de limão (foto), com crocante de mel e bolinhos de canela.
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Em seguida Souflé de rosas envolto em pele de açúcar sobre creme de goiaba. Pra finalizar, um prato chamado Cromatismo Laranja, com compota de cenoura, sorvete de gema e aguardente de albaricoque com açúcar de laranja e laranja sanguínea.
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A experiência de comer no Celler deixa um gosto saboroso na boca e que convida a provar mais da criatividade dos irmãos Roca. O serviço atencioso no restaurante é um aconchego nas mesas do salão, que durante todo o jantar, tiveram três rochas escoltando os pratos.
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| A recepção em Barcelona: Salada de folhas, queijo feta, morangos, aspargos verdes, tomate e redução de balsâmico, do chef Sérgio Rocha |
A chegada em Barcelona foi confortante. A cidade se mostra cada vez mais cosmopolita e as mesas da capital da Catalunha ganham com isso. Comer bem por aqui é sinônimo de receitas que privilegiam o sabor, cozinheiros cuidadosos com seus preparos e acessibilidade.
| Um Gazpacho com seus devidos acompanhamentos: tomate, pimentão, cebola e pepino frescos, além de pão frito, azeite e sal |
Nas cafeterias e bares espalhados por Barcelona, que são também conhecidos como Granjas ou Frankfurts, é possível comer e beber como em um bar, mas também almoçar bem com menus de entrada, principal e sobremesa, geralmente incluindo ainda água, pão e café.
| Essa água com gás típica catalana vai bem com os menus, sempre gelada servida com limão e cubos de gelo |
Fora de casa, para um café da manhã reforçado uns bocadillos (sanduíche) de pan con tomate y jamón são uma ótima pedida, especialmente se reforçada de um carajillo de Baileys, uma mistura de café e do licor.
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Nos menus vale a pena privilegiar os pratos mais espanhóis. De entrada um Gazpacho é sempre uma boa pedida para dias mais calorosos. A mistura de suco de tomate, verduras cruas, azeite, vinagre e sal é muito refrescante.
| A Butifarra Blanca, servida grelhada e suculenta acompanhada de fritas e alióli |
Como principal vale provar um clássico catalão, a Butifarra blanca. Essa salsicha branca feita de carne de porco e pimenta do reino é bem típica servida grelhada como acompanhamento ou prato principal.
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Às voltas pelas ruas de Barcelona um caminho certo sempre é o Mercado de la Boqueria. Desde o século XIII a Rambla, rua onde fica o mercado, já era um lugar movimentado para o comércio. Em 1217 todas as bancas de venda foram removidas para o local onde hoje é o mercado.
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Frutas frescas, secas e cristalizadas dão cor às prateleiras dos feirantes. A diversidade e a qualidade dos frutos são surpreendentes, mesmo para os tropicais. As carnicerias ou casas de carne são como butiques que tratam suas peças brutas como verdadeiras raridades e exibem vitrines impecáveis.
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Lojas de queijos e embutidos mostram uma variedade apetitosa e instigante, com ênfase nos produtos locais. Os frutos do mar e pescados nas bancas são ativamente frescos, com boa parte ainda se mexendo em cima do gelo. Claro que todo este frescor pode ser provado em pequenos bares de Tapas dentro da Boqueria.
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Os ingredientes expostos nos balcões estão nos cardápio e são levemente passados na chapa com tempero simples e azeite, chegando à mesa crustáceos e mariscos que valorizam os sabores naturais do mar. Além de opções de peixes, cogumelos frescos e tapas clássicas.
| Cigalas a la plancha, com azeite de salsinha e flor de sal |
Nos arredores do Mercado, vale uma visita à Antigua Hojalatería Sucesores de Pedro Apollaro, uma loja bem antiga que vende milhares de utensílios culinários.
| A vitrine da Foc, parecem produtos cirúrgicos mas são culinários e para conseguir as apresentações mais delicadas |
Outra do mesmo gênero é a Foc, que oferece algumas coisas ainda mais especificas como pinças, alicates e cortadores.
| Almejas vivas cozidas em água e em seu próprio sal e depois alinhadas com azeite |
Outra visita imperdível na Rambla é à doceria Escribá, fundada em 1820. A antiga e enfeitada fachada da loja é um convite a conhecer o interior. Nas vitrines e armários estão expostos delicados pastéis, tortas, chocolates e muita confeitaria. Inclusive jóias de açúcar e uma suave orchata de chufla nos meses de verão.
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| Boa opção nas mesas de Roma: Spaghetti di Mare, com mexilhões, camarão, polvo, lula e vôngole |
Tanto em Paris quanto em Roma é preciso andar muito pra comer bem. As duas são cidades muito turísticas e só se afastando dos grandes monumentos para não cair nas armadilhas dos restaurantes pra turistas.
| Uma opção mais simples mas saborosa: Rigatone em molho de creme de leite ao tomate e corações de alcachofra |
Em Paris é até mais fácil, pelo tamanho da cidade. Mas em Roma o eixo Vaticano-Coliseu cobre praticamente toda a área de passeio, e os menus de pasta, peixe ou carne nas tratorias são quase um fastfood tosco.
| Os restaurantes afastados dos pontos turísticos são mais honestos - Fetuccine ao creme com fungo porchini fresco |
Claro que entre muitas andanças é possível encontrar um prato de pasta decente, apesar de que a maioria deles é servida em porções que não satisfazem. Fuja dos molhos clássicos como amatriciana, bolognese, pesto e carbonara, geralmente já estão prontos ou são feitos com ingredientes de baixa qualidade.
| Os menus de peixe dos restaurantes são mais frescos - Mini polvo e lula grelhada com ervas frescas e azeite |
As massas servidas com molhos de cogumelos, frutos do mar e vegetais locais geralmente estão melhores. Não se preocupe com o ponto de cozimento do macarrão, ele virá sempre AL dente perfeito. Para acompanhar, não espere muito das carnes, a maioria de porco, servidas com pouco tempero e em porções também diminutas.
| Um Tiramissu clássico nas mesas de Roma, com mascarpone cremoso e café sem exageros |
Pelas ruas as pequenas lanchonetes vendem fatias de pizza aos montes. Algumas estão boas, mas o mais comum é se deparar com pedaços assados há muito tempo, secos e algumas vezes requentados no microondas. Mesmo nos restaurantes, onde a massa costuma ser boa, elas tendem a ser pouco saborosas e pouco elaboradas.
| Tomates totalmente secos à venda em mercados e lojinhas |
Uma boa surpresa, e próximo aos pontos turísticos, são pequenas lojas que vendem produtos típicos italianos como queijos, embutidos, vinhos, presuntos, trufas e azeites. Os preços estão um pouco acima, mas pela facilidade vale a pena levar alguma coisa pra casa. Para os amantes do vinho italiano existe uma grande loja chamada Enoteca, que fica na Piazza Cavour e que impressiona pela diversidade de rótulos.
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| Cartaz dentro do Nuovo Mercato Esquilino - o nome virou um tipo de corte de carne, mas o gado é criado na Itália |
Uma visita aos mercados romanos também é recompensadora. Próximo à estação central de Termini, se encontra o Nuovo Mercato Esquilino onde é possível encontrar carnes, frutas e verduras frescas, além de castanhas e conservas.
| Uma verdadeira pérola apetitosa e fresca no balcão, Vieiras com coral em sua própria concha |
Os pescados e frutos do mar são a grande jóia do local, onde se pode comprar vieiras com concha, ostras francesas e italianas, camarões e diversos crustáceos.
| Peça de bisteca Fiorentina à venda no mercado |
Outros dois mercados imperdíveis são o de Fiore e o da Piazza Testaccio. Este último ainda tem várias lojas em volta que também vendem muitos produtos locais, especialmente queijos.
| Na banca de pescados destaque para as robustas Sépias frescas à esquerda |
Pra finalizar a visita, vale uma ida ao restaurante Soralella, na ilha do rio Tibre, onde além da boa comida, você também aprecia uma bela vista da cidade.
| Gambero rosso Sicialiano, ainda fresco mesmo vindo da ilha para a capital |
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De Lisboa direto a Paris. A chegada na capital francesa foi tranqüila mas faminta. Me abriguei em uma brasserie próxima do hotel que me trouxe alento ao estômago. O menu do dia começava com mousse de canard e salada verde. O patê estava impecável, apesar do marcante sabor do pato, o paladar geral era bem delicado e estava divino com os pedaços crocantes de baguete.
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Na sequência pedi pelo porco ensopado em caldo de curry, ervas, champignons e aipo, uma mescla bem equilibrada e que estava em seu ponto de tempero e picância. Finalizando, uma salada de fruta do dia acompanhada de queijo branco cremoso, parecido a um iogurte.
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Entre visitas ao Louvre, Torre Eiffel e Notre Dame, claro não podiam faltar muitos croissants, quiches e outras delícias da pâtisserie francesa. Em uma volta pela Praça Madeleine, encontrei algumas deliciosas boutiques gourmet. Destaque para a impecável Fauchon e a Maison De La Truffe, esta, especialista em trufas francesas e produtos com o fungo. Desde embutidos, manteigas, patês e molhos, ali é possível encontrar de tudo trufado, até mesmo o aroma da loja, que também é um restaurante. Destaque para o spray de azeite de oliva com trufas brancas, uma boa opção para não abusar na hora de usar o ingrediente.
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Outra loja também na praça é vizinha à Maison e se chama Hédiard. Nesse grande empório é possível encontrar temperos, ervas, ingredientes , azeites, uma vasta adega de vinhos, doces, queijos e ainda uma série de produtos de rotisserie e frutaria de altíssima qualidade.
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Antes de embarcar em mais um tour, uma parada para o almoço no Café de Madeleine, também na praça de mesmo nome. O preço justo no cardápio se confirma nos pratos com um custo-benefício excelente, não só pela quantidade e qualidade da comida mas também pelo ambiente despojado e localização da casa. Pedi pelo clássico Steak Tartare que estava envolto em um molho forte de cebolas, mostarda preta e alcaparras, guarnecido de batatas fritas e salada verde. Pra acompanhar uma fresca taça de Chablis que estava precioso.
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Entre os pontos turísticos, uma agradável surpresa foi o enorme empório gourmet localizado na Galeria Lafayette. Além de um restaurante e supermercado, o local também oferece ingredientes frescos, temperos, doces, comidas prontas e pâtisserie. Me chamou a atenção uma pimenta seca que prometia bom aroma e picância.
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Fechando as visitas do dia, uma volta pela Champs-Elysees. Entre as lojas e o magnífico Arc de Triomf, vários cafés agitam as calçadas da charmosa avenida. A opção para o jantar foi no Leon de Bruxelles, uma casa meio fast food belga especialista em mexilhões. O molusco é servido das mais diferentes maneiras, todas em panelinhas muito graciosas e em porções bem fartas.
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Meu pedido foi um mix de camarões, lula e mexilhões em molho de tomate levemente picante e temperado, acompanhado de baguete crocante e fritas. Mais uma vez o vinho foi o destaque com louros para um rose da Provence, chamado Valadas, de aroma leve, paladar muito saboroso e fácil de beber.
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O tour pelo Velho Continente começou com um breve stop na capital lusitana. Claro que além dos vinhos e azeites a expectativa era provar bons doces e receitas com bacalhau. Foi no Café Suiça, em pleno bairro da Baixa, onde comecei a Odisséia. Por ali provei um interessante Bacalhau com Natas, onde o pescado estava desfiado em creme de leite e gratinado, servido com azeitonas pretas.
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Para acompanhar um Vinho Verde que realmente surpreendeu, o Gatão, com apenas 10% de teor alcoólico, paladar leve e agradável, levemente gaseificado e muito fácil de beber. Uma ótima companhia para o bacalhau.
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Claro que não poderia faltar também um bom Pastel de Belém, com sua massa extremamente crocante, recheio de gemas e açúcar levemente gratinado. Esse tinha um sabor ainda especial por ser da Pastelaria de Belém, uma das mais tradicionais de Lisboa, inaugurada em 1837 e que ainda hoje preserva sua decoração com belos azulejos decorativos.
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