
| Boa opção nas mesas de Roma: Spaghetti di Mare, com mexilhões, camarão, polvo, lula e vôngole |
Tanto em Paris quanto em Roma é preciso andar muito pra comer bem. As duas são cidades muito turísticas e só se afastando dos grandes monumentos para não cair nas armadilhas dos restaurantes pra turistas.
| Uma opção mais simples mas saborosa: Rigatone em molho de creme de leite ao tomate e corações de alcachofra |
Em Paris é até mais fácil, pelo tamanho da cidade. Mas em Roma o eixo Vaticano-Coliseu cobre praticamente toda a área de passeio, e os menus de pasta, peixe ou carne nas tratorias são quase um fastfood tosco.
| Os restaurantes afastados dos pontos turísticos são mais honestos - Fetuccine ao creme com fungo porchini fresco |
Claro que entre muitas andanças é possível encontrar um prato de pasta decente, apesar de que a maioria deles é servida em porções que não satisfazem. Fuja dos molhos clássicos como amatriciana, bolognese, pesto e carbonara, geralmente já estão prontos ou são feitos com ingredientes de baixa qualidade.
| Os menus de peixe dos restaurantes são mais frescos - Mini polvo e lula grelhada com ervas frescas e azeite |
As massas servidas com molhos de cogumelos, frutos do mar e vegetais locais geralmente estão melhores. Não se preocupe com o ponto de cozimento do macarrão, ele virá sempre AL dente perfeito. Para acompanhar, não espere muito das carnes, a maioria de porco, servidas com pouco tempero e em porções também diminutas.
| Um Tiramissu clássico nas mesas de Roma, com mascarpone cremoso e café sem exageros |
Pelas ruas as pequenas lanchonetes vendem fatias de pizza aos montes. Algumas estão boas, mas o mais comum é se deparar com pedaços assados há muito tempo, secos e algumas vezes requentados no microondas. Mesmo nos restaurantes, onde a massa costuma ser boa, elas tendem a ser pouco saborosas e pouco elaboradas.
| Tomates totalmente secos à venda em mercados e lojinhas |
Uma boa surpresa, e próximo aos pontos turísticos, são pequenas lojas que vendem produtos típicos italianos como queijos, embutidos, vinhos, presuntos, trufas e azeites. Os preços estão um pouco acima, mas pela facilidade vale a pena levar alguma coisa pra casa. Para os amantes do vinho italiano existe uma grande loja chamada Enoteca, que fica na Piazza Cavour e que impressiona pela diversidade de rótulos.
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| Cartaz dentro do Nuovo Mercato Esquilino - o nome virou um tipo de corte de carne, mas o gado é criado na Itália |
Uma visita aos mercados romanos também é recompensadora. Próximo à estação central de Termini, se encontra o Nuovo Mercato Esquilino onde é possível encontrar carnes, frutas e verduras frescas, além de castanhas e conservas.
| Uma verdadeira pérola apetitosa e fresca no balcão, Vieiras com coral em sua própria concha |
Os pescados e frutos do mar são a grande jóia do local, onde se pode comprar vieiras com concha, ostras francesas e italianas, camarões e diversos crustáceos.
| Peça de bisteca Fiorentina à venda no mercado |
Outros dois mercados imperdíveis são o de Fiore e o da Piazza Testaccio. Este último ainda tem várias lojas em volta que também vendem muitos produtos locais, especialmente queijos.
| Na banca de pescados destaque para as robustas Sépias frescas à esquerda |
Pra finalizar a visita, vale uma ida ao restaurante Soralella, na ilha do rio Tibre, onde além da boa comida, você também aprecia uma bela vista da cidade.
| Gambero rosso Sicialiano, ainda fresco mesmo vindo da ilha para a capital |
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De Lisboa direto a Paris. A chegada na capital francesa foi tranqüila mas faminta. Me abriguei em uma brasserie próxima do hotel que me trouxe alento ao estômago. O menu do dia começava com mousse de canard e salada verde. O patê estava impecável, apesar do marcante sabor do pato, o paladar geral era bem delicado e estava divino com os pedaços crocantes de baguete.
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Na sequência pedi pelo porco ensopado em caldo de curry, ervas, champignons e aipo, uma mescla bem equilibrada e que estava em seu ponto de tempero e picância. Finalizando, uma salada de fruta do dia acompanhada de queijo branco cremoso, parecido a um iogurte.
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Entre visitas ao Louvre, Torre Eiffel e Notre Dame, claro não podiam faltar muitos croissants, quiches e outras delícias da pâtisserie francesa. Em uma volta pela Praça Madeleine, encontrei algumas deliciosas boutiques gourmet. Destaque para a impecável Fauchon e a Maison De La Truffe, esta, especialista em trufas francesas e produtos com o fungo. Desde embutidos, manteigas, patês e molhos, ali é possível encontrar de tudo trufado, até mesmo o aroma da loja, que também é um restaurante. Destaque para o spray de azeite de oliva com trufas brancas, uma boa opção para não abusar na hora de usar o ingrediente.
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Outra loja também na praça é vizinha à Maison e se chama Hédiard. Nesse grande empório é possível encontrar temperos, ervas, ingredientes , azeites, uma vasta adega de vinhos, doces, queijos e ainda uma série de produtos de rotisserie e frutaria de altíssima qualidade.
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Antes de embarcar em mais um tour, uma parada para o almoço no Café de Madeleine, também na praça de mesmo nome. O preço justo no cardápio se confirma nos pratos com um custo-benefício excelente, não só pela quantidade e qualidade da comida mas também pelo ambiente despojado e localização da casa. Pedi pelo clássico Steak Tartare que estava envolto em um molho forte de cebolas, mostarda preta e alcaparras, guarnecido de batatas fritas e salada verde. Pra acompanhar uma fresca taça de Chablis que estava precioso.
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Entre os pontos turísticos, uma agradável surpresa foi o enorme empório gourmet localizado na Galeria Lafayette. Além de um restaurante e supermercado, o local também oferece ingredientes frescos, temperos, doces, comidas prontas e pâtisserie. Me chamou a atenção uma pimenta seca que prometia bom aroma e picância.
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Fechando as visitas do dia, uma volta pela Champs-Elysees. Entre as lojas e o magnífico Arc de Triomf, vários cafés agitam as calçadas da charmosa avenida. A opção para o jantar foi no Leon de Bruxelles, uma casa meio fast food belga especialista em mexilhões. O molusco é servido das mais diferentes maneiras, todas em panelinhas muito graciosas e em porções bem fartas.
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Meu pedido foi um mix de camarões, lula e mexilhões em molho de tomate levemente picante e temperado, acompanhado de baguete crocante e fritas. Mais uma vez o vinho foi o destaque com louros para um rose da Provence, chamado Valadas, de aroma leve, paladar muito saboroso e fácil de beber.
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O tour pelo Velho Continente começou com um breve stop na capital lusitana. Claro que além dos vinhos e azeites a expectativa era provar bons doces e receitas com bacalhau. Foi no Café Suiça, em pleno bairro da Baixa, onde comecei a Odisséia. Por ali provei um interessante Bacalhau com Natas, onde o pescado estava desfiado em creme de leite e gratinado, servido com azeitonas pretas.
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Para acompanhar um Vinho Verde que realmente surpreendeu, o Gatão, com apenas 10% de teor alcoólico, paladar leve e agradável, levemente gaseificado e muito fácil de beber. Uma ótima companhia para o bacalhau.
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Claro que não poderia faltar também um bom Pastel de Belém, com sua massa extremamente crocante, recheio de gemas e açúcar levemente gratinado. Esse tinha um sabor ainda especial por ser da Pastelaria de Belém, uma das mais tradicionais de Lisboa, inaugurada em 1837 e que ainda hoje preserva sua decoração com belos azulejos decorativos.
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Em uma noite inspirada o chef e mestre quejeiro Bruno Cabral abriu sua dispensa para mostrar algumas jóias que trouxe da Espanha. O paulistano está a passeio no Brasil, visitando alguns restaurantes e queijarias pelo país. Na bagagem, além do conhecimento de quase 10 anos de Europa , Bruno mostrou produtos com os quais trabalha diariamente em Barcelona.
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Os principais da noite foram os queijos que viajaram desde França, Espanha, Itália e Reino Unido direto para a degustação. Para acompanhar, uma bela baguete crocante, tomates frescos, para fazer pan tomaquet e outras duas delícias: fatias de Jamón Ibérico de Bellota La Valla e Mexilhões De Las Rias Gallegas fritos em escabeche. O Chef serviu também seu azeite predileto, o Masia El Altet, um espanhol extra-virgem com incríveis 0,08% de acidez.
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Em seguida Bruno apresentou os queijos. Ele começou com o Manchego com crosta de alecrim. Um espanhol de La Mancha feito com 100% de leite de ovelha machega. É curado com 5 meses de maturação no mesmo processo do Manchego tradicional. A erva é adicionada para dar aromas diferentes ao produto final, que tem massa dura e levemente amarga.
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O também espanhol Idiazábal foi o seguinte. Um dos pontos altos da degustação, este produto típico do País Basco tem D.O.P. (Denominação de Origem Protegida) e é feito com 100% de leite cru de ovelhas latxa. Segue a linha de conceito do queijo perfeito com massa e olhos regulares e bem prensado. É um queijo extremamente delicado, mas muito saboroso.
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Outro destaque foi o Morbier, feito nos Alpes Franceses. Produzido com 100% de leite de vaca cru, ele tem uma produção curiosa. O queijo tem basicamente duas partes distintas, uma feita com a ordenha do período da manhã e outra com a da tarde. Com a diferença de horário, uma das partes prontas fica coberta com cinzas de carvão comestíveis, como faziam os antigos para proteger o produto. Quando a outra metade estiver pronta ela será colocada por cima das cinzas e então prensada.
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Outra raridade que o Chef apresentou foi o Sovrano. Este italiano da Lombardia é um grana padano feito 80% leite de vaca e 20% de búfala. É um queijo biodinâmico que passa 16 meses curando em rodas que chegam a pesar 35kgs. Feito com pasta prensada e cozida, ele tem uma textura mais macia, compacta, adocicada e menos ácida do que seu primo Parmesão.
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Para fechar a noite o mais intenso de todos, o inglês Shropshire Blue. Feito com 100% leite de vaca ele difere dos outros por utilizar o coalho vegetal, e não o animal. Esse detalhe dá ainda mais personalidade ao queijo, que é feito com penicillium roqueforti e tem um sabor forte e bem marcante. Seu aspecto amarelado vem de um corante artificial colocado historicamente neste peculiar queijo.
| Juan Corbalán |
| A Salada Tíbia, os rolinhos de abacate foram uma ótima idéia de textura e apresentação |
Após dois meses fechado pra reforma o Zuu reabre ao melhor estilo Mara Alcamim, com festa e alta gastronomia. A Chef aproveitou o tempo para ampliar o salão e renovar cardápio e equipe, trazendo mais jovialidade ao restaurante.
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A previsão é de que as mudanças e experimentos na gastronomia do Zuu sejam constantes. Além de manter sua linha contemporânea, Mara também está apostando na perfeição das técnicas que usa e na sustentabilidade de sua cozinha. “Além da felicidade da minha equipe”, completa a Chef.
Na noite dessa terça-feira (08/06), Mara apresentou a jornalistas e alguns convidados seu novo menu degustação. Foram sete pratos de sabor irretocável e extrema delicadeza. De entrada uma salada tíbia com miolo de abacate recheado de tartar de lagosta e ovas, coberto por brotos verdes, acompanhando filé de lagosta na manteiga de ervas e sopa de tomate.
| O Mil Folhas de foie gras, decorado com ramo de hana-nirá |
Na sequência, mil folhas de foie gras com enguia defumada, maçã verde caramelizada e creme de cebola. Um prato que, apesar de difícil de cortar, na boca o esforço é recompensado pelos sabores intensos do peixe e do foie suavemente quebrados pela textura crocante e a doçura da maçã.
No terceiro prato a Chef abusou da irreverência e surpreendeu ao servir vieiras com coral e arroz selvagem frito sobre doce de leite. Uma combinação que agradou e harmonizou muito bem com o espumante da noite, outra novidade, o Zuu Brut Chardonnay Pinot Noir. O vinho é produzido pela vinícola Don Giovanni e tem tons dourados bem apetitosos, uma presença marcante em boca e um final muito gostoso e persistente.
| O camarão empanado, servido em espetinho de cana-de-açúcar |
O último fruto do mar servido foi um camarão robusto empanado em farinha panco, servido com beterraba glaceada e creme de blue cheese. Pra fechar os pratos salgados a Chef apresentou um Mignon na manteiga de avelã e purê cremoso de batata bolinha.
| O Mignon estava no ponto rosado perfeito e o purê bem aveludado e macio |
Antes da sobremesa foi servido uma emulsão de conhaque com canela e leite de coco, que limpou a boca preparando para o último prato. Um ravióli de abacaxi com chutney de maçã e sopa de coco.
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Em uma noite inspirada o chef William Chen Yen resolveu mostrar algumas novidades de seu cardápio do Babel (DF). O jantar foi conduzido pelo próprio Chef que se ausentou em pequenos momentos somente para a finalização dos pratos. Para acompanhar o couvert da casa ele começou servindo um espumante rose argentino chamado Nocturno, um brut de aroma frutado e de cor muito intensa, quase como um tinto leve.
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O amuse-bouche da noite foram dadinhos de tapioca, uma versão da receita de Rodrigo Oliveira, do Mocotó (SP), e que o Chef brasiliense acompanhou com emulsão de pimenta biquinho. De entrada William serviu sua Água Viva do Paranoá, um ravióli de massa de guioza (farinha e água) recheado de creme de couve flor, gorgonzola e uma gema mollet, servida em sopa de maçã.
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Na sequência, o primeiro prato foi um tempurá de camarão em farinha panco, sobre disco de batata rosti e molho de curry vermelho tailandês e vinho tinto adocicado. A incrível crocância do camarão estava muito bem harmonizada com os sabores intensos dos molhos.
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Em seguida William serviu um mignon de cura rápida no sal, acompanhado de triângulos de coalho dourados, mousseline de jerimum e emulsão de biquinho. Para sobremesa, o prato que tem desbancado a tradicional Torre de Babel do Chef: lâminas de maçã grelhadas em brullé de açúcar, massa de panqueca e sorvete de creme. Uma combinação pouco doce, muito saborosa e que brinca deliciosamente com as texturas dos ingredientes.
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O jantar impecável foi ainda mais ilustre com a presença do chef Francisco Ansiliero, que convidado por William, brindou a mim e à jornalista Ronia Alves com sua imensa experiência gastronômica e suas fantásticas histórias do salão e da cozinha. Definitivamente uma noite pra guardar na memória e no caderninho de anotações.
500g de linguiça Toscana
680g de passata de tomates
300ml de vinho branco
2 cebolas picadinhas
3 dentes de alho amassados
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de café de açúcar
Ervas de provence a gosto
Azeite de oliva extra-virgem
Sal
Abra as linguiças cortando de comprido e retirando toda a carne. Pique com a ponta da faca e reserve. Aqueça uma panela alta de fundo grosso, coloque um pouco de azeite e frite a carne da linguiça até que fique bem dourada. Retire e reserve.
Nessa mesma panela derreta a manteiga e refogue a cebola e o alho. Coloque o vinho branco e deixe evaporar o álcool. Acrescente a passata de tomates e deixe cozinhar com a tampa fechada, em fogo brando, por cerca de 15 minutos. Coloque o açúcar, acerte o sal e despeje a carne da lingüiça. Deixe cozinhar por mais 20 minutos com a tampa fechada.
Verifique o sal e a acidez, caso precise coloque um pouco mais de açúcar. Despeje as ervas e deixe cozinhar por mais 10 minutos com a tampa aberta, até reduzir um pouco o molho. Desligue o fogo e despeje duas colheres de sopa do melhor azeite extra-virgem que tiver. Deixe descansar por uns 15 minutos e sirva com a massa que preferir.
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O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto realizou em Brasília Degustação Top com alguns de seus mais importantes rótulos. Muitos deles ainda sem importador no Brasil e em sua maioria da safra de 2007, uma das melhores dos últimos tempos especialmente para os Portos.
| A paisagem da região do Douro, a D.O.C. mais antiga do mundo e com quase 50 castas auóctones |
Ao todo foram provados 22 tintos, 1 espumante, 1 branco e 9 Portos, uma maratona conduzida pelo presidente da ABS-Brasília, Antônio Duarte, e apresentada por Carlos Soares, responsável pelo IVDP no Brasil.
| A entrada do menu da noite: mini quiche de queijo e brocólis com salada verde |
A Degustação aconteceu no restaurante Alice Brasserie e contou com a participação de jornalistas, chefs e formadores de opinião na capital, além do próprio Embaixador de Portugal no Brasil. A chef Alice Mesquita, também esteve por lá apresentando seu menu para o jantar que foi finalizado com as provas dos Portos.
| O Coq Au Vin da noite, um clássico francês impecável da chef Alice Mesquita |
Na primeira leva de degustações, já os dois primeiros vinhos se destacaram. O Vértice Gouveio 2004 é um espumante feito com 100% Alvarinho, de personalidade e complexidade interessantes, importado pela Adega Alentejana e custando R$110 a garrafa. O outro destaque foi o Redoma Reserva Branco 2008, feito com uvas autóctones da região e de um aroma cítrico muito convidativo, além de especialmente delicado e equilibrado em boca, importado pela Mistral mas com valor ainda em dólar, cerca de U$ 100.
| O segundo principal: Cubos de Mignon em creme de páprica húngara defumada, um segredo levemente picante da Chef |
Dentre os tintos quem chamou a atenção foi o VT 2007. Elaborado pela PV S.A. é um vinho muito aromático e cheio de fruta, tanto em nariz quanto em boca, fácil de beber e com um final curto mas muito gostoso. Sua produção é feita em lagares com a tradicional pisa a pé das uvas recém colhidas e selecionadas.
| Para finalizar, quindim em calda de frutas vermelhas e mini brownie de chocolate |
Os Portos também marcaram presença com algumas verdadeiras jóias portuguesas. Destaque para o Messias 10 Anos (citado na matéria do dia 24-05) e especialmente os dois últimos vinhos. O Casa Santa Eufêmia 30 Anos, importado pela World Wine, custando cerca de R$660 e o Porto-Krohn 1968 Colheita, também trazido pela World Wine e chegando à incrível bagatela de R$810 a garrafa.
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Um cantinho do Douro se abriu hoje em Brasília para a degustação de mais de 100 rótulos de vinhos portugueses em evento promovido pelo IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto). As mesas de degustação contaram com a presença de quase 20 importadoras brasileiras que mostraram o que têm de melhor vindos da terra lusitana.
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O evento aconteceu no intuito de promover os vinhos da região do Douro que têm no Brasil seu terceiro maior mercado consumidor. De acordo com o IVDP, em 2009 o valor das importações da região do Douro no Brasil chegou aos 7 milhões de euros, ultrapassando o 1 milhão de garrafas importadas.
| A típica paisagem da região do Douro, com seus vinhedos plantados nas encostas do rio Douro |
A região do Douro produz vinhos tintos e brancos, alguns excepcionais como o Barca Velha, mas são os fortificados do Porto que deram grande fama à região. Esse vinho é uma das glórias da vinicultura portuguesa, ele teve sua região demarcada em 1756 e até hoje é um dos produtos mais difundidos do país pelo mundo.
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Não foi diferente durante o evento, as principais estrelas do dia foram os Porto. A Domaine Montes Claros, por exemplo, apresentou sua linha da vinícola Rozès. Destaque para o Infanta Isabel 10 Anos de incrível delicadeza em cor e aroma, além de sabor maduro e final suave. Outro que chamou a atenção foi o Rozès Decanter Special Reserve. Com formato de decanter, a garrafa chama a atenção e seu conteúdo agrada pela intensa coloração tinta e seu forte aroma frutado, além de paladar redondo.
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Já a Inovini apresentou seus clássicos da vinícola Ferreira, com destaque para o Ferreira Porto Dona Antonia Reserva, um vinho vigoroso de aroma intenso e rico que pede mais uma taça. Outras grandes surpresas foram dois rótulos apresentados pela Porto a Porto. Primeiro o Porto Messias 10 anos, com uma coloração castanha deliciosa, aroma intenso e em boca uma explosão de frutos secos inesquecíveis. E depois o Porto Messias Rosé, que também agradou pelo paladar, mas especialmente pelo visual rosado charmoso e convidativo.
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Durante a Grande Prova do IVDP em Brasília, os tintos e brancos tiveram seu lugar às taças, mas em sua maioria mantiveram um nível monótono de sabores e características. Um dos destaques foi o Côtto Grande Escolha 2001, trazido pela Mistral. Mesmo com sua idade, ainda mostrava jovialidade e potencial para envelhecer mais uns 20 anos. Um vinho intenso e complexo, que passou 14 meses em barricas de carvalho de primeiro uso.
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Amanhã acontece degustação comentada em Brasília com alguns dos tops do Douro, veja cobertura completa aqui em O VERSO DA RECEITA.com.
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| Linguiça Toscana direto da brasa, suculenta e acompanhada de molho de pimenta e farofinha |
Domingo de sol e calor em Brasília pede chopp gelado, sombra, água fresca e comida boa. Essa foi minha receita neste final de semana. Eu, Carol e parte do G8 fomos experimentar os quitutes do Boteco Brasília. A casa original é do Recife, mas eles têm filiais espalhadas pelo Brasil.
| Juan Corbalán |
| O Tomate do Boteco, a pele de filé fica crocante e por dentro o tomate está tenro e molhadinho |
O mais típico do Boteco são os tira-gostos passados pelos garçons, a maioria recém retirados da churrasqueira ou ainda fumegando do óleo quente. O rodízio, pago por unidade consumida, chama a atenção pelos petiscos diferentes e bem elaborados.
| Juan Corbalán |
| Empadinha de Queijo do Reino - um dos petiscos mais saborosos, com a massa delicada combinando bem com o queijo |
Destaque para o espetinho de picanha, com pequenos pedacinhos suculentos da carne com gordura, entremeados de pimentões e cebola. Outro imperdível é o Tomate do Boteco, um tomatão recheado com ricota e catupiry e envolto com uma fina camada de filé, tudo assado em brasa.
| Juan Corbalán |
| Não podia faltar a tradicional Coxinha, essa feita com a carne da coxa de frango e frita com o ossinho |
Depois de um domingão desse só mesmo um cochilo pra repor as energias pro jantar.
| Juan Corbalán |
| A Unha de Carangueijo - recheada com carne de siri desfiada |
| Juan Corbalán |
| O Pão de Alho do Boteco - com crosta de parmesão e bem crocante |